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Meta automatiza revisões de risco e reduz participação humana nas decisões de privacidade
Publicado 02/06/2025 • 12:04 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 02/06/2025 • 12:04 | Atualizado há 1 ano
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Meta
A Meta está substituindo equipes humanas por inteligência artificial para conduzir a maioria das análises de privacidade e integridade de suas plataformas, como Facebook, Instagram e WhatsApp. Segundo documentos internos obtidos pela emissora NPR, até 90% dessas avaliações passarão a ser feitas por sistemas automatizados.
“À medida que esse processo significa, na prática, lançar mais recursos de forma mais rápida, com menos análise rigorosa e menos resistência, significa também criar riscos maiores”, afirmou um ex-executivo da Meta, sob condição de anonimato por temer retaliações.
A mudança, segundo ele, amplia as chances de que impactos negativos de alterações nos produtos não sejam prevenidos.
Desde 2012, a Meta está sob fiscalização da Comissão Federal de Comércio (FTC) dos Estados Unidos, após um acordo relacionado ao uso de dados pessoais dos usuários.
Como resultado, análises obrigatórias de privacidade para novos recursos foram implementadas.
Agora, segundo comunicado da empresa, o objetivo da automatização é “simplificar a tomada de decisões”, mantendo a participação humana apenas em “questões novas e complexas”.
Segundo os documentos analisados, os times de produto da Meta passarão a receber decisões automáticas após preencherem um questionário sobre seus projetos. A inteligência artificial identificará áreas de risco e os requisitos necessários antes do lançamento.
Antes da mudança, nenhuma atualização ou recurso era liberado para os bilhões de usuários da empresa sem a aprovação de analistas humanos.
Agora, os próprios engenheiros poderão decidir se é necessário ou não solicitar uma revisão manual — que deixará de ser obrigatória por padrão.
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Katie Harbath, fundadora da consultoria Anchor Change e ex-executiva de políticas públicas do Facebook, afirmou que a automação pode reduzir redundâncias, mas alertou para a necessidade de contrapesos. “Se você quer se mover rapidamente e manter a qualidade, vai precisar incorporar mais inteligência artificial, porque os humanos conseguem fazer apenas até certo ponto em determinado período de tempo”, disse.
Michel Protti, diretor de privacidade de produto da Meta, comunicou internamente em março que a companhia está “dando mais poder às equipes de produto” para “evoluir os processos de gestão de riscos”. O lançamento gradual da nova metodologia ocorreu entre abril e maio, segundo relatos de funcionários que acompanham o processo.
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