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Multiplica direciona R$ 200 milhões ao agro mineiro e mira expansão internacional
Publicado 24/02/2026 • 18:49 | Atualizado há 4 meses
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Publicado 24/02/2026 • 18:49 | Atualizado há 4 meses
KEY POINTS
Com mais de R$ 20 bilhões sob gestão, a Multiplica Crédito e Investimento direcionou cerca de R$ 200 milhões ao agronegócio mineiro em 2025, por meio de fundos de investimento em direitos creditórios (FIDCs), e prepara um plano de expansão que inclui novos estados e atuação internacional.
A estratégia faz parte do movimento da gestora para ampliar presença em crédito estruturado, energia e fundos imobiliários, com foco especial em galpões ligados à cadeia do agronegócio e centros de distribuição.
Segundo o CEO da Multiplica, Eduardo Barbosa, os FIDCs seguem como um dos principais pilares da casa.
“Um dos principais pilares de produto são os fundos de crédito, os famosos FIDCs. É um produto que tem uma flexibilidade maior, tem um alinhamento com investidores mais próximos e acaba tendo uma engenharia e uma visão muito mais rápida com os tomadores de crédito”, afirmou, em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.
De acordo com o executivo, o instrumento permite estruturar diferentes operações e acelerar a expansão regional e setorial da companhia.
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Os R$ 200 milhões direcionados ao agro foram aplicados principalmente na produção de grãos no Sul de Minas, com foco em financiamento para estocagem e logística.
A Multiplica estruturou galpões e silos voltados para comercializadores e cooperativas que atuam com soja e milho, tanto para venda interna, especialmente para a região de Ribeirão Preto (SP), quanto para exportação.
“O nosso foco foi especificamente para conseguir fazer com que esses produtores pudessem ter dinheiro na hora certa, resguardar o preço do grão e ter tempo para comercializar no momento adequado”, disse Barbosa.
No braço imobiliário, a expansão se concentra em três frentes, com destaque para:
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Siga o Times | CNBCSegundo o CEO, a demanda por centros de distribuição cresceu de forma acelerada, impulsionada por grandes varejistas e pela entrada de empresas chinesas no Brasil.
“Hoje a demanda por espaço em todos os sentidos está gigantesca. Seja para o agronegócio ou para centros de distribuição no geral, está muito forte”, afirmou.
Barbosa avaliou que o atual patamar da Selic, em 15%, afeta diretamente o ambiente de concessão de crédito.
“Uma Selic a 15% é ruim para qualquer setor. O capital fica muito caro, o termômetro de risco sobe e a cautela por concessão de crédito aumenta”, disse.
Segundo ele, juros elevados reduzem investimento, faturamento e expansão empresarial. A expectativa da gestora é de queda da taxa para a faixa entre 13% e 13,25%, o que ajudaria a destravar crescimento.
“É necessário que caia para que a economia consiga expandir.”
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A Multiplica projeta fechar o ano com R$ 25 bilhões a R$ 30 bilhões sob gestão, ante os atuais R$ 20 bilhões. No horizonte mais longo, a meta é atingir entre R$ 50 bilhões e R$ 60 bilhões, com foco no braço de crédito.
O plano inclui expansão para pelo menos quatro novos estados ainda este ano e início de operação internacional no primeiro semestre.
“A gente vai aprofundar agora uma expansão internacional, levando essa expertise e esse modelo de crédito para fora do país”, afirmou o executivo.
Para 2026, a visão é de cautela, especialmente para o agronegócio, setor mais sensível ao custo financeiro. Já 2027 é visto como um período potencial de recuperação, caso o ciclo de juros mais baixos se consolide.
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