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Oncoclínicas tem nova virada: fundo próximo à Latache conquista maioria no conselho

Publicado 04/05/2026 • 10:05 | Atualizado há 5 meses

KEY POINTS

  • A saída de executivos e as divergências entre acionistas aumentaram a pressão sobre a governança.
  • A formação inclui ainda novos conselheiros apresentados durante a assembleia, o que reforçou o caráter inesperado da mudança.
  • A Latache Capital é uma gestora fundada em 2015 com atuação voltada a investimentos em situações especiais.
Oncoclínicas

Foto: Divulgação Oncoclínicas

A Oncoclínicas passou por uma nova reconfiguração em sua estrutura de poder no dia 30 de abril de 2026, durante a Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária.

O encontro, realizado em meio a disputas entre acionistas, resultou na formação de um novo conselho de administração com maioria ligada a um grupo próximo à Latache, alterando o rumo estratégico da companhia.

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O que é a Lateche?

A Latache Capital é uma gestora fundada em 2015 com atuação voltada a investimentos em situações especiais, buscando oportunidades de alto retorno com proteção de capital.

Inicialmente focada em crédito distressed, a empresa ampliou sua estratégia e passou a operar como provedora de liquidez em diferentes estruturas, incluindo dívida e participações acionárias.

Com mais de R$ 3 bilhões sob gestão, a Latache investe em diversos setores da economia e adota uma postura ativa, acompanhando de perto as empresas investidas com o objetivo de destravar valor, melhorar a estrutura financeira e impulsionar processos de recuperação e crescimento.

Mudança no controle do conselho da Oncoclínicas

A principal virada ocorreu com a vitória do fundo Lumen, ligado à família Wald e alinhado à Latache. O grupo conseguiu maioria no conselho de administração, consolidando influência direta sobre as decisões da empresa.

A articulação contou com o apoio de outros investidores relevantes, incluindo participações minoritárias que votaram em bloco, de acordo com o Valor Econômico.

Com esse movimento, o colegiado passa a ter nova composição e uma liderança diferente. O comando do conselho ficou com Marcelo Curti, nome associado ao grupo vencedor e próximo de integrantes da Latache.

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A formação inclui ainda novos conselheiros apresentados durante a assembleia, o que reforçou o caráter inesperado da mudança.

Derrota da Mak

Do outro lado da disputa, a Mak Capital não conseguiu atingir seu objetivo de assumir o controle do conselho. Apesar de eleger alguns representantes, a gestora ficou em minoria no colegiado.

A consequência imediata foi a suspensão de um aporte previsto de R$ 500 milhões. O investimento estava condicionado à obtenção da maioria no conselho, o que não se concretizou.

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A decisão também impede o retorno de um nome indicado pela Mak para a estrutura da companhia.

Reorganização entre acionistas da Oncoclínicas

O resultado da assembleia reflete uma reorganização das forças internas da Oncoclínicas. A união entre Latache, Lumen e outros investidores mostrou capacidade de articulação suficiente para definir os rumos da governança.

Esse novo equilíbrio altera o cenário de decisões estratégicas e amplia a incerteza sobre os próximos passos da empresa, especialmente em relação a investimentos e expansão.

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A mudança ocorre em um momento delicado para a Oncoclínicas, que já vinha enfrentando ajustes na alta gestão. A saída de executivos e as divergências entre acionistas aumentaram a pressão sobre a governança.

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