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Paramount Skydance eleva sua previsão de lucro para o ano inteiro e permanece “confiante” na fusão com a WBD
Publicado 04/08/2026 • 20:34 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 04/08/2026 • 20:34 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Foto: Getty Images
A Paramount Skydance elevou sua projeção para o ano fiscal de 2026 nesta terça-feira e divulgou resultados do segundo trimestre que reforçam a força do streaming e as dificuldades do negócio de TV linear.
Embora tenha superado as expectativas de Wall Street para receita e registrado crescimento em sua divisão de streaming, impulsionada pelo Paramount+, o desempenho da carteira de canais de TV por assinatura continuou pressionando os resultados da empresa.
Ainda assim, a companhia destacou que a redução de custos e a execução de sua estratégia para o negócio tradicional de televisão contribuíram para melhorar as margens e a lucratividade no trimestre.
Desempenho no período encerrado em 30 de junho, comparado às estimativas compiladas pela LSEG:
A empresa registrou lucro líquido atribuível aos acionistas de US$ 41 milhões, ou US$ 0,04 por ação, abaixo dos US$ 57 milhões, ou US$ 0,08 por ação, registrados no mesmo período do ano anterior.
O lucro por ação divulgado não é diretamente comparável à estimativa ajustada de Wall Street, que previa US$ 0,15 por ação, segundo a LSEG.
A receita total somou US$ 6,91 bilhões, uma leve alta na comparação anual.
Por divisão:
A companhia afirmou que o trimestre registrou o melhor índice de retenção de assinantes da história do Paramount+, impulsionado por produções como o derivado de “Yellowstone”, “Dutton Ranch”, além de transmissões esportivas ao vivo, como eventos do UFC e partidas da Copa do Mundo da FIFA em parte da América Latina.
O Paramount+ adicionou 2 milhões de novos assinantes no trimestre, elevando sua base global para 81,6 milhões de clientes.
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Siga o Times | CNBCA empresa elevou sua projeção de Ebitda ajustado para um intervalo entre US$ 3,8 bilhões e US$ 3,9 bilhões, refletindo as economias obtidas com a fusão entre Paramount e Skydance concluída no ano passado. A expectativa é gerar US$ 3 bilhões em sinergias com a integração.
A projeção de receita para 2026 foi mantida em US$ 30 bilhões, o que representa crescimento de 4% em relação ao ano anterior.
A empresa também espera aceleração das receitas provenientes do streaming, tanto com assinaturas quanto com publicidade.
Para o terceiro trimestre, a Paramount projeta receita entre US$ 6,95 bilhões e US$ 7,15 bilhões, enquanto a base de assinantes do Paramount+ deve permanecer praticamente estável em relação ao trimestre anterior.
O balanço foi divulgado quase um ano após a conclusão da fusão entre Paramount e Skydance, que colocou a companhia sob o comando do CEO David Ellison.
Segundo a empresa, a integração tecnológica entre o Paramount+ e o Pluto TV já trouxe benefícios iniciais. A companhia também ampliou sua programação de filmes, passando de oito para 15 lançamentos.
Nos últimos meses, a Paramount também tem buscado concluir sua fusão com a Warner Bros. Discovery, processo que enfrenta contestação antitruste apresentada por estados norte-americanos.
Mesmo diante dos obstáculos, Ellison reafirmou confiança na operação.
“À medida que executamos nossa estratégia ao longo do último ano, também nos preparamos para concluir a transação e continuamos confiantes de que ela será finalizada, criando uma empresa de mídia mais forte, competitiva e focada na criatividade.”
No mês passado, a Paramount concordou em adiar o fechamento da aquisição para, no máximo, junho de 2027, devido à ação judicial movida por procuradores-gerais de diversos estados dos EUA.
Inicialmente, a companhia pretendia concluir a operação até o fim de setembro. A fusão já recebeu aprovação da divisão antitruste do Departamento de Justiça dos Estados Unidos e de diversas autoridades regulatórias internacionais, incluindo órgãos da União Europeia.
O julgamento da ação movida pelos estados americanos está marcado para março de 2027, segundo documento apresentado à Justiça nesta terça-feira.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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