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Por que o grupo da Tok&Stok pediu recuperação judicial?
Publicado 13/05/2026 • 19:00 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 13/05/2026 • 19:00 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: Divulgação
O Grupo Toky, responsável pelas redes de móveis e decoração Tok&Stok e Mobly, protocolou na última terça-feira (12) um pedido de recuperação judicial na Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo.
A medida foi aprovada em caráter de urgência pelo conselho de administração da companhia após o agravamento da crise financeira enfrentada pelo grupo.
Segundo informações divulgadas pela empresa, o endividamento chegou a R$ 1,1 bilhão. O pedido busca proteger as operações enquanto a companhia tenta reorganizar as finanças e negociar com credores.
De acordo com o Grupo Toky, a decisão foi motivada pela combinação de fatores econômicos que afetaram diretamente o desempenho das vendas nos últimos meses.
A companhia afirma que os juros elevados, o aumento do endividamento das famílias e a dificuldade de acesso ao crédito reduziram o consumo e levaram muitos clientes a adiarem compras.
A empresa também apontou oscilações cambiais e problemas temporários de estoque como fatores que pressionaram o caixa da operação.
Com menos liquidez e dificuldades para manter o equilíbrio financeiro, o grupo informou que tentou renegociar as dívidas de forma direta com os credores, mas não conseguiu conter o avanço do passivo.
Na avaliação da administração, a recuperação judicial passou a ser a alternativa necessária para evitar um agravamento da situação financeira e garantir a continuidade das atividades.
O processo corre sob segredo de justiça em São Paulo. Entre os pedidos apresentados à Justiça, o grupo solicitou proteção contra execuções e cobranças de credores durante o período de reorganização financeira.
A empresa também pediu a liberação imediata de R$ 77 milhões em recebíveis de cartão de crédito que, segundo a companhia, estariam bloqueados pelo SRM Bank.
Leia também: Família fundadora da Tok&Stok retira oferta de aquisição da Mobly
O grupo afirma que o bloqueio compromete o fluxo de caixa e pode afetar a continuidade das operações no curto prazo.
Além disso, a companhia solicitou uma liminar para antecipar os efeitos da recuperação judicial por 180 dias enquanto o pedido principal ainda é analisado.
O caso reacende o debate sobre a situação do varejo brasileiro, especialmente nos setores de móveis e decoração. Nos últimos meses, empresas do segmento têm enfrentado dificuldades para manter o ritmo das operações diante da inflação, do crédito mais caro e do consumo enfraquecido.
O Grupo Toky afirma que a recuperação judicial tem como objetivo preservar as atividades das empresas, manter empregos e reorganizar a estrutura financeira das marcas controladas pela companhia.
Leia também: Grupo Toky, ex-Mobly, estreia novo ticker na B3; confira
O pedido ainda deverá ser analisado pela Justiça e posteriormente ratificado em assembleia de acionistas convocada pelo conselho da Tok&Stok.
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