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Putin busca apoio da China em energia, comércio e guerra na Ucrânia
Publicado 19/05/2026 • 22:52 | Atualizado há 11 minutos
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Publicado 19/05/2026 • 22:52 | Atualizado há 11 minutos
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Wikimedia commons
O enviado do presidente russo Vladimir Putin afirmou que participou de uma “reunião produtiva” com negociadores dos Estados Unidos.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, viaja a Pequim em busca de ganhos concretos na relação com a China, especialmente nas áreas de energia, comércio e apoio diplomático.
A visita ocorre poucos dias depois da passagem do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pela capital chinesa, em uma viagem que a Casa Branca descreveu como marcada por avanços diplomáticos e comerciais.
Para Moscou, o encontro com o presidente chinês, Xi Jinping, é uma oportunidade de reafirmar os laços entre os dois países e mostrar que a Rússia continua próxima de Pequim em meio à pressão do Ocidente.
A relação geopolítica deve estar no centro da agenda. Para Ed Price, pesquisador sênior não residente da Universidade de Nova York, a chegada de Putin logo após a visita de Trump funciona como um recado aos Estados Unidos.
Segundo ele, Putin tenta lembrar aos americanos que, embora Washington também busque aproximação com Pequim, a Rússia se vê como parceira mais próxima e mais alinhada à China.
Putin e Xi cultivam uma relação próxima há mais de uma década. Agora, o líder russo deve buscar reafirmar a posição de Moscou como principal aliada geopolítica de Pequim.
Outro ponto central é a guerra na Ucrânia. Price avalia que Putin precisa de apoio diplomático chinês enquanto mantém suas ambições territoriais no oeste, especialmente na Ucrânia. Para ele, o presidente russo tenta aproximar a China ao máximo enquanto lida com o que vê como ameaça da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no Leste Europeu.
A relação, no entanto, também tem pontos de tensão. O Financial Times informou que Xi teria dito a Trump que Putin poderia acabar se arrependendo da invasão da Ucrânia. A agência estatal russa Tass publicou que o Ministério das Relações Exteriores da China negou a declaração e classificou a informação como “pura ficção”.
Sitao Xu, economista-chefe da Deloitte China, afirmou à CNBC que Moscou deve buscar algum tipo de reafirmação de apoio de Pequim em uma relação que classificou como “muito complicada”. Segundo ele, a China também quer entender para onde caminha a guerra na Ucrânia.
Leia também: Rússia ataca navio civil no corredor marítimo da Ucrânia
A energia é outro eixo da viagem. Desde o início da guerra na Ucrânia, a relação entre Rússia e China nesse setor ficou mais assimétrica.
Com sanções internacionais pesadas, Moscou perdeu mercados importantes para suas exportações de petróleo e gás, sobretudo na Europa. Como resultado, passou a depender mais de compradores como China e Índia.
Putin deve tentar avançar nas negociações sobre o gasoduto Power of Siberia 2, projeto que ligaria a Rússia à China via Mongólia. A estrutura permitiria dobrar as exportações russas de gás por gasoduto ao mercado chinês.
Sergei Guriev, reitor da London Business School, disse à CNBC que esse é o principal acordo que Putin deseja discutir com Xi. Segundo ele, a Rússia precisa do projeto porque perdeu o mercado europeu de gás.
A China, porém, não demonstra urgência em aprovar a infraestrutura. Guriev afirma que Pequim construiu reservas relevantes de energia e diversificou suas fontes de abastecimento, o que dá ao país margem para esperar.
Para Ed Price, da Universidade de Nova York, a dinâmica é clara: a Rússia tem energia, e a China quer manter acesso a esse recurso, especialmente em um cenário de possíveis dificuldades no fornecimento global.
Leia também: Visita de Putin reforça China como centro da diplomacia global e aprofunda aliança estratégica com Rússia
Putin também tenta ampliar a parceria econômica com Pequim. Em declaração publicada pela Tass, o presidente russo afirmou que visitas e negociações de alto nível entre Rússia e China fazem parte dos esforços para desenvolver o potencial das relações bilaterais.
Analistas avaliam que Moscou quer aprofundar a cooperação comercial em várias frentes. Guriev afirmou à CNBC que a Rússia hoje depende da China para tecnologia, bens de consumo e produtos industriais.
Antes da guerra na Ucrânia, a União Europeia era uma das principais parceiras comerciais da Rússia. Com as sanções e o rompimento de parte dessas relações, Moscou redirecionou fluxos comerciais para Pequim.
Segundo Guriev, o comércio entre Rússia e China dobrou nos últimos quatro anos. Hoje, a China é a maior parceira comercial da economia russa, em um realinhamento provocado diretamente pela guerra e pelo isolamento de Moscou em relação ao Ocidente.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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