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Produtos chineses e jogos digitais estão entre motivos para tradicional fabricante de brinquedos Estrela pedir recuperação judicial
Publicado 20/05/2026 • 21:14 | Atualizado há 4 semanas
Publicado 20/05/2026 • 21:14 | Atualizado há 4 semanas
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Foto: reprodução/internet
O que muda para a Estrela após a proteção judicial?
A Estrela entrou com pedido de recuperação judicial nesta quarta-feira (20) em meio a dificuldades financeiras associadas a mudanças estruturais no mercado de brinquedos, aumento da concorrência internacional e transformação dos hábitos de consumo das famílias brasileiras. Segundo a empresa, as margens se encontram pressionadas em meio à concorrência pela atenção das crianças e dos adolescentes.
Fundada em 1937 por Siegfried Adler, a companhia se consolidou como uma das principais fabricantes de brinquedos do país, responsável por produtos que marcaram diferentes gerações, como Banco Imobiliário, Detetive, Jogo da Vida, Pogobol e a boneca Susi.
No pedido apresentado à Justiça, a empresa afirma que a reorganização financeira reflete não apenas desafios internos, mas também dificuldades enfrentadas por todo o setor de brinquedos. O principal elemento é a mudança no comportamento do consumidor, com o avanço de jogos digitais, redes sociais e outras formas de entretenimento online, que passaram a disputar espaço com brinquedos tradicionais.
Segundo a companhia, o mercado também passou a enfrentar concorrência crescente de brinquedos físicos importados com preços mais baixos, especialmente vindos da Ásia. No pedido, a Estrela afirma que os produtos vindos das China representam cerca de 60% do mercado brasileiro.
A empresa também destaca os impactos da valorização do dólar sobre custos de produção e importação, além da necessidade constante de investimentos em inovação para manter competitividade no setor. Além disso, o cenário de juros elevados e restrição de crédito aumentou o custo de capital e pressionou a estrutura financeira da empresa e das demais companhias do grupo.
De acordo com o documento, a recuperação judicial busca permitir a reorganização do endividamento e garantir a continuidade das operações, preservando empregos, atividades industriais e relações com clientes, fornecedores e parceiros comerciais.
A companhia informou que seus acionistas, administradores e diretores permanecerão responsáveis pela condução dos negócios durante o processo.
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