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Protagonistas: Liderança exige autonomia e não deve ser terceirizada, diz Andrea Fodor, da Hitachi Vantara
Publicado 28/05/2026 • 21:57 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 28/05/2026 • 21:57 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Liderar em tecnologia exige domínio técnico, mas também capacidade de desenvolver pessoas, formar equipes e assumir responsabilidade pela própria trajetória, afirmou Andrea Fodor, CEO da Hitachi Vantara no Brasil.
Em entrevista ao quadro Protagonistas, do Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Andrea disse que o protagonismo não está ligado a cargo ou hierarquia, mas à postura de cada profissional dentro de uma organização.
“Protagonismo não é cargo, não é hierarquia. Todo mundo tem que ser protagonista numa empresa”, afirmou.
Com mais de 25 anos de atuação no setor de tecnologia, Andrea lidera a operação brasileira da Hitachi Vantara em um momento de avanço da inteligência artificial, da governança de dados e da segurança digital. A empresa atua em infraestrutura de armazenamento, gestão e governança de dados, além de soluções voltadas à IA.
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Segundo a executiva, a Hitachi Vantara está presente em grandes empresas de setores como bancos, seguros, telecomunicações, varejo, manufatura e saúde. Ela afirmou que a demanda por tecnologia cresce, mas que o Brasil ainda enfrenta uma lacuna relevante de mão de obra qualificada.
“Nosso grande desafio para inovar hoje no Brasil é mão de obra”, disse.
Andrea afirmou que a inteligência artificial já é usada pela companhia em produtividade, inteligência de mercado, suporte, manutenção preditiva e desenvolvimento de software. Segundo ela, o foco está em melhorar a experiência do cliente e elevar a eficiência operacional.
A executiva disse que a tecnologia pode ampliar produtividade e antecipar problemas, mas não substitui o fator humano na liderança. Para ela, pessoas não são engrenagens dentro de uma empresa, mas o motor da organização.
“Não existe resultado da empresa sem pessoas”, afirmou.
Andrea também destacou o papel do esporte em sua formação como líder. Ex-atleta federada de handebol e ainda competidora, ela disse que trouxe da quadra valores como disciplina, espírito de equipe, preparação e desejo de vencer.
“Não existe resultado sem planejamento. Não existe ganhar jogo sem treino”, disse.
A executiva contou que começou a trabalhar aos 17 anos, como estagiária na IBM, enquanto cursava engenharia à noite. Na época, precisou deixar o handebol competitivo para conciliar estudo e carreira, mas voltou ao esporte anos depois.
“Às vezes a gente nunca desiste dos nossos sonhos. Às vezes a gente só posterga”, afirmou.
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Siga o Times | CNBCAo falar sobre mulheres em tecnologia, Andrea disse que a participação feminina ainda é muito baixa no setor. Segundo ela, mulheres acima de 18 anos que trabalham em tecnologia representam uma fatia pequena da população brasileira, o que reforça a necessidade de estimular formação e acesso a oportunidades.
Para mulheres que desejam chegar a cargos de liderança, a CEO afirmou que o primeiro passo é assumir o protagonismo da própria carreira. Ela disse que muitas mulheres deixam de se candidatar a vagas ou aceitar desafios por acharem que precisam estar totalmente prontas.
“A mulher, diferente do homem, acha que precisa estar pronta para assumir um desafio”, afirmou.
Andrea também defendeu que mulheres usem mais suas redes de relacionamento e apoio profissional. Segundo ela, homens fazem isso de forma mais natural, enquanto mulheres ainda exploram pouco esse recurso.
“A mulher precisa criar mais essa rede de apoio”, disse.
Mãe de quatro filhos, a executiva afirmou que equilíbrio entre carreira, família e vida pessoal passa por definir prioridades e reduzir a culpa. Para ela, não é possível estar presente em todos os momentos, mas é importante participar do que é realmente relevante para os filhos.
“Eu não participo de tudo, mas, se for importante para eles, eu quero estar junto”, afirmou.
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Andrea disse que busca transmitir aos filhos valores como comprometimento, respeito, empatia e integridade. Segundo ela, mais do que cargos futuros, o essencial é que eles sejam pessoas íntegras.
Ao comentar o significado de ser protagonista da própria história, Andrea afirmou que a ideia passa por não terceirizar decisões e assumir o controle da carreira, mesmo sem garantias.
“Protagonista é você tomar decisões, é tomar o controle da sua carreira e não ter medo de errar, medo de não estar preparada”, disse.
Para a CEO, o legado de liderança está menos associado ao resultado individual e mais ao impacto sobre as pessoas. Ela afirmou que se sente realizada ao ver profissionais que trabalharam com ela crescerem, serem promovidos e reconhecerem aprendizados compartilhados ao longo da trajetória.
“Isso, para mim, é mais do que bater a meta”, afirmou.
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