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Qual a relação entre a Reag e o Banco Master? Entenda
Publicado 16/01/2026 • 12:50 | Atualizado há 3 semanas
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Publicado 16/01/2026 • 12:50 | Atualizado há 3 semanas
KEY POINTS
Foto: Reag Investimentos
Divulgação
Na quinta-feira (15), o Banco Central (BC) anunciou a liquidação extrajudicial da Reag Trust DTVM, atual CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, fundada pelo investidor João Carlos Falbo Mansur. A decisão vem após o órgão regulador identificar diversas violações graves por parte da gestora quanto às regras do Sistema Financeiro Nacional (SFN).
No entanto, a crise da instituição não para por aí. Ainda nesta semana, a Operação Compliance Zero, cujo alvo principal é o Banco Master, cumpriu novos mandados de busca e apreensão. Nesse caso, incluiu-se também um mandado de prisão contra João Carlos.
Mas, afinal, qual a relação entre Reag e Master?
Leia também: O que é liquidação extrajudicial? Entenda regime aplicado pelo BC à Reag
Em dezembro de 2025, o Tribunal de Contas da União (TCU) recebeu um relatório do Banco Central. No documento, detalhou-se que os fundos da Reag Trust apareciam em diversos esquemas de fraude do Banco Master durante o período de julho de 2023 até julho de 2024.
Nesse sentido, a Reag era responsável pela administração de aproximadamente 90 fundos de investimentos, com recursos de diversos investidores em cada um.
Leia também: Caso Master: PF cumpre mandados em 5 estados; entenda por que esses locais foram alvos
De acordo com a Agência Brasil, tratava-se de uma ‘ciranda financeira’ de depósitos e retiradas desses fundos. Dessa forma, o verdadeiro beneficiário do dinheiro permaneceria oculto.
Na prática, o dinheiro não permanecia no fundo de aporte, pois era transferido para outro fundo da mesma gestora em apenas 1h30. Em seguida, apenas alguns minutos depois, uma terceira entidade recebia outro repasse.
Leia também: Banco Master: entenda diferença entre liquidação extrajudicial e liquidação judicial
Sendo assim, estima-se que o acúmulo de fraudes entre Master e Reag ultrapassem os R$ 11 bilhões. Dentro disso, é possível que recursos do SFN tenham sido desviados para favorecer o patrimônio de Daniel Vorcaro e seus parentes.
Em suma, o BC e a Polícia Federal investigam a “rentabilidade extraordinária” dos fundos administrados pela Reag. Na verdade, a investigação aponta que o fundo da Reag aumentou em 30 mil vezes, apenas 20 dias após receber R$ 450 milhões do Banco Master.
Leia também: Reag vende três subsidiárias e acelera reorganização após Operação Carbono Oculto
Com a prática ilegal, a rentabilidade chegou a cerca de 2.300% em um único ano. No entanto, a discrepância entre retorno e parâmetros de mercado acendeu o alerta das autoridades. O caso entre Reag e Banco Master segue em investigação.
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