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Quem está por trás das batatas do McDonald’s? Entenda a história da família McCain
Publicado 03/01/2026 • 12:30 | Atualizado há 2 semanas
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Publicado 03/01/2026 • 12:30 | Atualizado há 2 semanas
KEY POINTS
Foto: Jurij Kenda/Unslapsh.
As batatas do McDonald’s são batatas de verdade?
No fim de dezembro de 2025, quase 70 anos depois de transformar uma pequena comunidade rural do Canadá em referência global do agronegócio, a família McCain voltou ao centro de uma disputa societária de grandes proporções.
O embate ocorre no interior da McCain Foods, maior produtora mundial de batatas fritas congeladas e principal fornecedora do McDonald’s, e envolve a tentativa de uma herdeira de deixar o negócio familiar em meio a divergências sobre o valor de sua participação, de acordo com a reportagem publicada no Times Brasil -Licenciado Exclusico CNBC.
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O caso expõe como, mesmo com estruturas modernas de governança, empresas familiares bilionárias continuam vulneráveis a tensões entre gerações.
A história da McCain começa muito antes das batatas fritas embaladas, a família cultiva batatas na província canadense de New Brunswick desde 1910.
Foi apenas em 1957 que os irmãos Wallace e Harrison McCain decidiram dar um passo além da produção agrícola e investir no processamento industrial de batatas congeladas. A aposta foi certeira.
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Em poucos anos, a empresa dominou o mercado canadense de batatas fritas congeladas, expandiu operações para a Europa e, posteriormente, para outros continentes.
Hoje, a McCain Foods vende produtos em cerca de 160 países, opera dezenas de fábricas ao redor do mundo e emprega mais de 20 mil pessoas. Segundo dados divulgados pela própria companhia, uma em cada quatro batatas fritas consumidas globalmente leva a marca McCain, muitas delas servidas nas lojas do McDonald’s.
O sucesso empresarial não evitou conflitos internos, nos anos 1990, Wallace e Harrison protagonizaram uma disputa amarga pela sucessão e pelo controle estratégico da companhia.
O embate terminou nos tribunais canadenses, arrastou-se por anos, custou dezenas de milhões de dólares em honorários legais e deixou marcas profundas na relação entre os dois ramos da família.
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Segundo a matéria publicada no The New York Times, a crise levou a uma mudança estrutural, a McCain decidiu profissionalizar a gestão, contratar executivos externos e criar um modelo de governança em dois níveis, com uma holding familiar responsável pela propriedade e um conselho operacional separado, composto majoritariamente por diretores independentes. A ideia era clara: blindar a empresa de novos conflitos familiares.
Quase três décadas depois, a estratégia volta a ser testada. Eleanor McCain, de 56 anos, filha de Wallace McCain, acionou um mecanismo previsto no acordo societário para vender sua participação na holding que controla a McCain Foods.
Segundo a publicação realizada pelo The Deep Dive, o objetivo declarado é reorganizar seu patrimônio, ampliar iniciativas filantrópicas e diversificar investimentos.
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O ponto central da discórdia é a avaliação do negócio, por se tratar de uma empresa privada, não há um preço de mercado claro para as ações.
Estimativas colocam o valor total da McCain Foods entre US$ 20 bilhões e US$ 30 bilhões, o que faria a fatia de Eleanor valer centenas de milhões de dólares, possivelmente mais de US$ 1 bilhão.
Outros membros da família contestam esses números e alertam para o risco de endividamento excessivo da holding caso a saída seja feita nos termos desejados pela herdeira.
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Formalmente, Eleanor não participa da gestão diária da empresa, o comando do conselho familiar está hoje com seu irmão, Scott McCain.
A estrutura acionária distribui assentos entre os diferentes ramos da família, já na quarta geração, além de reservar espaço para um diretor independente.
Ainda assim, fontes próximas ao caso indicam que o impasse vai além de cálculos financeiros e resgata ressentimentos antigos ligados à disputa dos anos 1990.
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Em comunicado recente, a holding afirmou que busca tratar todos os acionistas de forma justa, conciliando interesses individuais com a sustentabilidade de longo prazo da companhia.
Representantes de Eleanor sustentam que ela apenas exerce um direito previsto em contrato e defende uma solução rápida e confidencial.
A McCain Foods é uma das empresas privadas mais bem-sucedidas do Canadá e um símbolo da força das companhias familiares na economia do país.
Negócios desse tipo respondem por quase metade dos empregos do setor privado canadense e por parcela semelhante do PIB privado.
Por isso, a disputa atual é observada de perto por outros grandes grupos familiares do país, que enfrentam desafios semelhantes à medida que a propriedade se dilui entre herdeiros.
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O desfecho do caso McCain pode se tornar um precedente relevante sobre como equilibrar legado, controle e liquidez em empresas que cresceram muito além da família que as fundou.
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