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Quem são os empresários por trás da compra dos ativos da Raízen na Argentina
Publicado 06/05/2026 • 21:30 | Atualizado há 5 dias
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Publicado 06/05/2026 • 21:30 | Atualizado há 5 dias
KEY POINTS
Foto: reprodução/raízen
Quem são os empresários por trás da compra dos ativos da Raízen na Argentina
A venda dos ativos da Raízen na Argentina entrou na reta final do processo envolvendo a companhia brasileira e a Mercuria Energy Group. A operação, que deve ser concluída em maio, está avaliada entre US$ 1 bilhão e 1,5 bilhão e envolve uma estrutura ampla no setor de combustíveis.
Além da Mercuria Energy Group, empresa suíça, dois empresários também estão à frente do negócio envolvendo a companhia brasileira. José Luis Manzano e Daniel Vila já atuam em diferentes setores e ampliam agora sua presença no mercado de energia argentino.
Leia também: Quem manda na Raízen? Entenda a disputa pelo controle nas negociações
José Luis Manzano ganhou projeção inicialmente na política, antes de ingressar no mercado. Nos anos 1990, ele ocupou o cargo de ministro do Interior durante o governo de Carlos Menem, além de ter sido deputado nacional.
Depois da carreira pública, Manzano migrou para o setor privado e construiu um portfólio diversificado de negócios. Já Daniel Vila começou sua trajetória como colaborador de Manzano e, ao longo do tempo, tornou-se sócio.
Hoje, além do setor de energia, eles mantêm negócios em mineração, com participação na Mineradora Aguilar, incluindo projetos ligados à prata, lítio e urânio.
Os dois também controlam o Grupo América, considerado o segundo maior conglomerado de mídia do país, e possuem participação nas distribuidoras de energia Edenor e Edemsa, de acordo com o Estadão.
A ligação com a Mercuria não é recente. O grupo suíço e os empresários são sócios na Phoenix Global Resources, voltada à produção de petróleo. Com a aquisição dos ativos da Raízen, essa parceria avança para um novo patamar.
O negócio inclui cerca de 1.000 postos Shell, uma das controladoras da Raízen, e a refinaria Dock Sud, que processa 100.000 barris por dia e figura entre as maiores do país, atrás apenas de unidades da YPF.
Na prática, isso permite a verticalização das operações, ou seja, o grupo passa a atuar desde a produção até o refino, transporte e distribuição de combustíveis.
Leia também: Raízen: 5 pontos para entender a negociação com credores
A decisão de venda faz parte da reorganização financeira da Raízen, controlada pelo grupo Cosan em parceria com a Shell. A companhia negocia um plano de recuperação extrajudicial com bancos e credores.
Parte dos recursos obtidos com a venda deve ser direcionada ao pagamento de dívidas. A expectativa é concluir o acordo e levá-lo para homologação judicial até junho.
Vale lembrar que, durante o processo de recuperação extrajudicial, a Raízen tem encontrado resistência dos credores quanto às propostas apresentadas. Até o momento, a empresa brasileira segue em negociação para dar continuidade.
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