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Se aprovado, fim da escala de trabalho 6×1 deve afetar preços relativos num primeiro momento
Publicado 22/03/2026 • 15:17 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 22/03/2026 • 15:17 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Manifestantes se reunem em protesto pelo fim da jornada de trabalho 6x1 no Rio de Janeiro
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
O possível fim da jornada de seis dias de trabalho para um de descanso deve provocar mudanças nos preços relativos da economia, ao menos em um primeiro momento, segundo especialistas. A principal razão é o aumento de custos para as empresas, já que a redução de horas trabalhadas não viria acompanhada de corte salarial.
Esse movimento tende a gerar pressão inflacionária inicial. Para o sociólogo e coordenador do Fórum das Centrais Sindicais, Clemente Ganz Lúcio, o impacto também viria pelo lado do consumo. Com mais tempo livre, trabalhadores tenderiam a gastar mais. “O resultado será de um saldo positivo para a economia”, afirma.
Na outra ponta, o aumento da demanda exigiria maior produção, o que pode levar à contratação de mais funcionários e acelerar a atividade econômica.
No médio prazo, a avaliação é que o mercado deve se ajustar, repetindo o que ocorreu após a Constituição de 1988, quando a jornada semanal caiu de 48 para 44 horas.
Daniel Teles Barbosa, sócio da Valor Investimentos, também vê impacto sobre preços relativos, impulsionado por uma melhora na massa salarial. Segundo ele, setores que operam aos fins de semana terão de reorganizar escalas ou pagar horas extras.
Em um mercado de trabalho aquecido, com escassez de mão de obra, empresas formais devem ampliar salários e benefícios para competir com ocupações informais. “Um motorista de aplicativo hoje consegue movimentar no mês de R$ 6 mil a R$ 9 mil”, disse.
A pressão sobre custos deve ser mais intensa entre micro e pequenas empresas, que têm menor capacidade de automação. Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta que o impacto pode variar entre 0,5% e 6,5%, dependendo do setor e do porte, sendo menor em companhias maiores e mais automatizadas.
Para Joseph Couri, presidente do Sindicato das Micro e Pequenas Indústrias do Estado de São Paulo (Simpi), a redução da jornada é uma tendência global. Ele defende a medida como forma de melhorar a qualidade de vida, mas ressalta a necessidade de incentivos para que pequenas empresas invistam em automação.
Parte das entidades empresariais argumenta que a mudança não é adequada para um país com baixa produtividade e falta de mão de obra. Couri, por outro lado, afirma que a oferta de trabalhadores responde à remuneração. “Quanto menos mecanizado for um segmento, maior será o impacto do fim da jornada 6×1 sobre seus custos. Quanto mais mecanizado, menos impacto terá”, diz.
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