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Após forte queda na bolsa, prejuízo e “cenário preocupante”, Crocs vai reduzir pedidos no 2º trimestre
Publicado 08/08/2025 • 11:15 | Atualizado há 10 meses
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Publicado 08/08/2025 • 11:15 | Atualizado há 10 meses
KEY POINTS
JUSTIN SULLIVAN / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP
Um cliente faz compras em uma loja Crocs no Great Mall Milpitas, em 7 de maio de 2024, em Milpitas, Califórnia.
A empresa de calçados Crocs planeja reduzir os pedidos para o segundo semestre do ano, em meio ao que seu CEO chamou de um ambiente “preocupante” para o consumidor.
“Vemos o consumidor dos EUA se comportando com cautela em relação aos gastos discricionários. Eles enfrentam aumentos de preços atuais e futuros implícitos, o que acreditamos ter potencial para afetar ainda mais um consumidor já seletivo”, disse o CEO Andrew Rees na teleconferência de resultados do segundo trimestre desta semana. “Diante desse cenário, nossos parceiros do varejo estão agindo com mais cuidado e reduzindo seus orçamentos de compra para as próximas temporadas”.
“O ambiente atual no segundo semestre é preocupante, e vemos isso claramente refletido nos pedidos do varejo. Acreditamos firmemente que este é o momento de tomar decisões ousadas para o futuro, para sustentar e avançar em um modelo durável de fluxo de caixa”, acrescentou Rees.
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As ações da Crocs caíram quase 30% na quinta-feira (8), após a empresa emitir alertas severos e divulgar uma previsão mais fraca do que o esperado para o trimestre atual. As perdas foram o pior desempenho da ação desde outubro de 2011.
A empresa importa a maioria de seus produtos de países como Vietnã, China, Indonésia e Camboja, que agora estão sujeitos a tarifas de importação elevadas.
Rees afirmou que a empresa está tomando medidas para proteger a lucratividade, incluindo a redução das atividades promocionais nos varejistas e a recuperação de parte do estoque mais antigo, especialmente da marca de calçados Heydude, para “reiniciar” os parceiros do varejo com novos estoques.
“Isso criará ventos contrários adicionais para o volume de vendas nos próximos trimestres”, disse Rees na teleconferência de resultados.
Rees afirmou em um comunicado de resultados que a Crocs já havia implementado uma economia de custos de US$ 50 milhões (cerca de R$ 271,5 milhões na cotação atual).
“Embora essas ações impactem a receita bruta do nosso negócio no curto prazo, elas posicionarão a empresa para vencer, impulsionar a margem e apoiar a geração contínua de fluxo de caixa a longo prazo”, disse ele no comunicado.
A empresa projeta que a receita do terceiro trimestre ficará bem abaixo das estimativas de Wall Street. A Crocs espera uma queda na receita entre 9% e 11% em relação ao mesmo período do ano anterior. Analistas consultados pela LSEG previam uma receita um pouco maior em comparação ao ano anterior.
A Crocs também prevê uma margem operacional ajustada de cerca de 18% a 19% para o terceiro trimestre, abaixo dos 25,4% registrados no mesmo trimestre do ano anterior.
A empresa não divulgou projeções para o ano completo.
No segundo trimestre, a Crocs reportou um prejuízo líquido de US$ 492,3 milhões, ou US$ 8,82 por ação, contra um lucro líquido de US$ 228,9 milhões , ou US$ 3,77 por ação, no mesmo período do ano anterior. Esse prejuízo foi causado por uma baixa contábil não monetária de US$ 737 milhões relacionada à sua marca Heydude.
Excluindo essa baixa e considerando outros itens pontuais, a empresa registrou lucro ajustado de US$4,23 por ação, superando a expectativa de Wall Street, que era de 4,01 dólares por ação, segundo a LSEG.
A receita totalizou 1,15 bilhão de dólares, um aumento de 3,4% em relação ao ano anterior e em linha com a estimativa da LSEG, de US$ 1,14 bilhão de dólares.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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