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Shein estreia na Bolsa de Hong Kong mirando oferta de US$ 1,7 bilhão

Publicado 24/08/2026 • 15:00 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • A Shein se prepara para uma das estreias mais aguardadas do mercado financeiro nos últimos anos.
  • A varejista de moda escolheu Hong Kong para avançar com seu IPO.
  • A operação acontece em um momento de maior pressão sobre o negócio.
Shein

Foto: AFP

Shein estreia na Bolsa de Hong Kong mirando oferta de US$ 1,7 bilhão

A Shein se prepara para uma das estreias mais aguardadas do mercado financeiro nos últimos anos. Com isso, depois de enfrentar obstáculos em tentativas anteriores de abrir capital em Nova York e Londres, a varejista de moda escolheu Hong Kong para avançar com seu IPO.

A operação acontece em um momento de maior pressão sobre o negócio. Dessa forma, a empresa registrou prejuízo no início de 2026, enfrenta custos maiores e chega ao mercado com uma avaliação bem abaixo do pico alcançado há quatro anos.

Leia também: Unitree x Shein: o que os novos IPOs revelam sobre o futuro da China

IPO deve movimentar valor bilionário

De acordo com o The Guardian, a Shein pretende iniciar a negociação de suas ações na Bolsa de Hong Kong em 1º de setembro. A companhia oferecerá cerca de 280 milhões de ações, com preço entre HK$ 47,60 e HK$ 49,50 por papel (cerca de R$ 31 na cotação atual).

Considerando o teto da faixa, a oferta pode levantar aproximadamente US$ 1,7 bilhão, ou R$ 8,7 bilhões. Além disso, o valor final das ações será definido um dia antes da estreia no mercado.

Avaliação fica longe do pico

Apesar da expectativa e dos valores bilionários em volta do IPO da empresa, a abertura de capital deve avaliar a Shein em aproximadamente US$ 27 bilhões (R$ 138,7 bilhões). 

Dessa forma, o número representa uma forte redução em relação a abril de 2022, quando uma rodada de financiamento avaliou a companhia em US$ 100 bilhões (R$ 512,9 bilhões). Na época, a Shein ocupava a posição de terceira startup mais valiosa do mundo.

Prejuízo pressiona a Shein

Os resultados recentes ajudam a explicar a avaliação menor da empresa. Nos três primeiros meses de 2026, a Shein registrou prejuízo de US$ 99 milhões (R$ 508 milhões), após obter lucro líquido de US$ 395 milhões (R$ 2 bilhões) no mesmo período do ano anterior.

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A empresa relacionou parte da piora ao fim da isenção de impostos sobre pequenos pacotes nos Estados Unidos. A Shein também apontou atrasos nas entregas e menor demanda em alguns mercados em decorrência dos impactos econômicos da guerra com o Irã.

Dificuldades em Nova York e Londres

Antes de escolher Hong Kong para seu IPO, a empresa tentou avançar com uma abertura de capital em outros mercados. Em Nova York, a Shein encontrou resistência de reguladores diante de preocupações relacionadas à cadeia de suprimentos e a acusações sobre trabalho forçado.

Além disso, a companhia também avaliou uma listagem em Londres, mas enfrentou novos questionamentos de ativistas, parlamentares e investidores. No início de 2025, a Shein não garantiu a parlamentares britânicos que seus produtos estavam livres de algodão produzido em Xinjiang, região chinesa associada a denúncias de trabalho forçado.

Leia também: IPO da Shein pode ampliar concorrência no varejo: “dados e IA são a engrenagem que diferencia a empresa”, diz professor da FGV

Europa segue no radar

Apesar das dificuldades, a empresa mantém uma grande base de consumidores. Dessa forma, no fim do ano passado, a plataforma contabilizou uma média de 156 milhões de usuários mensais na Europa. Esse número colocou a companhia entre as maiores empresas de comércio eletrônico da região.

Agora, o IPO em Hong Kong deve servir como um teste de confiança sobre a capacidade da Shein de voltar a acelerar o crescimento e manter seu modelo baseado em preços baixos.

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