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Shell quase dobra lucro e eleva recompra de ações para US$ 5 bilhões

Publicado 29/10/2026 • 08:59 | Atualizado há 44 minutos

KEY POINTS

  • A Shell anunciou uma recompra trimestral de ações de US$ 5 bilhões após quase dobrar o lucro ajustado no terceiro trimestre de 2026.
  • A petroleira registrou resultado de US$ 10,81 bilhões, ante US$ 5,43 bilhões no mesmo período do ano anterior, impulsionada pelos preços elevados de petróleo e gás e por margens recordes de refino.
  • O desempenho foi impulsionado pelos preços elevados de petróleo e gás em meio ao conflito no Oriente Médio e por margens excepcionalmente altas de refino.
Logo da Shell

Foto: Pexels

Logo da Shell

A Shell anunciou uma recompra trimestral de ações de US$ 5 bilhões após quase dobrar o lucro ajustado no terceiro trimestre de 2026. A petroleira registrou resultado de US$ 10,81 bilhões, ante US$ 5,43 bilhões no mesmo período do ano anterior, impulsionada pelos preços elevados de petróleo e gás e por margens recordes de refino.

O resultado superou as expectativas dos analistas, que projetavam lucro ajustado de US$ 10,33 bilhões, segundo estimativas compiladas pela Vara Research. Em julho, a companhia havia anunciado uma recompra de US$ 3 bilhões.

O desempenho ocorreu em meio à escalada das tensões no Oriente Médio, que manteve o petróleo acima de US$ 100 por barril e sustentou as cotações do gás. A incerteza geopolítica também contribuiu para a volatilidade dos mercados de energia e favoreceu as operações de trading da Shell.

O principal destaque do trimestre foi o refino. As margens da companhia atingiram um recorde de US$ 42 por barril, superando os US$ 28,04 registrados após a invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia, em 2022.

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Segundo a Wood Mackenzie, danos provocados por drones em refinarias russas e a redução da atividade de refino no Oriente Médio retiraram cerca de 6 milhões de barris por dia da capacidade global. As restrições chinesas às exportações de combustíveis ampliaram a pressão sobre a oferta.

Na Europa, os preços do gás também avançaram, à medida que compradores da região buscaram substituir cargas perdidas do Oriente Médio e passaram a disputar o fornecimento com países asiáticos. A Shell se beneficiou desse cenário por meio de suas operações de gás natural liquefeito (GNL) no Canadá, na Nigéria e na Austrália.

O lucro da divisão de gás integrado subiu para US$ 3,04 bilhões. O impacto do conflito sobre a área de gás, porém, foi misto. Um dos principais ativos da companhia, a planta Pearl de gás para líquidos no Catar, foi alvo de ataque, e a produção ainda não foi retomada.

A perspectiva de novas ações militares na região também mantém os mercados em alerta. Segundo reportagem do The Wall Street Journal, os Estados Unidos teriam alertado países árabes do Golfo para se prepararem para uma campanha militar curta e intensa após as eleições de meio de mandato americanas, citando pessoas informadas sobre as conversas.

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