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O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi (à esquerda), tira uma foto em grupo com líderes de empresas de IA, incluindo o CEO da OpenAI, Sam Altman (ao centro), e o CEO da Anthropic, Dario Amodei (à direita), na Cúpula de Impacto da IA, em Nova Délhi, em 19 de fevereiro de 2026.

CNBCGigantes da IA anunciam bilhões na Índia em busca de liderança global

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Siemens e Nvidia lançam “sistema operacional” de IA e citam PepsiCo como cliente desenvolvedor

Publicado 06/01/2026 • 17:54 | Atualizado há 2 meses

KEY POINTS

  • Siemens e Nvidia anunciaram no CES 2026 a criação de um “sistema operacional” de IA industrial para integrar inteligência artificial a todas as etapas da cadeia produtiva, do design à manufatura
  • A parceria prevê o uso de gêmeos digitais avançados, simulação em tempo real e IA generativa para acelerar inovação, reduzir custos e tornar fábricas mais adaptativas e eficientes
  • A PepsiCo já utiliza as soluções da Siemens para simular melhorias em fábricas e centros de distribuição nos EUA, com planos de expansão global da tecnologia

Montagem: Canva / Logo Nvidia

A Siemens e a Nvidia anunciaram na CES 2026 uma ampliação relevante da parceria entre as empresas para desenvolver o que chamam de “Industrial AI Operating System”, uma base tecnológica voltada a levar inteligência artificial para toda a cadeia industrial.

“Assim como a eletricidade revolucionou o mundo, a indústria está migrando para um cenário em que a IA alimenta produtos, fábricas, edifícios, redes e transporte”, afirmou Roland Busch, presidente e CEO da Siemens. Jensen Huang, fundador e CEO da Nvidia, disse que a combinação de IA generativa e computação acelerada está transformando gêmeos digitais de simulações “passivas” em “inteligência ativa” aplicada ao mundo físico.

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Segundo as empresas, a Nvidia vai fornecer infraestrutura de IA, bibliotecas de simulação, modelos e frameworks, enquanto a Siemens vai mobilizar centenas de especialistas em IA industrial, além de hardware e software. A ambição é criar os primeiros sites de manufatura totalmente orientados por IA e adaptativos, com um projeto inicial previsto para 2026 na fábrica de eletrônicos da Siemens em Erlangen, na Alemanha.

Entre os anúncios da Siemens, o principal produto apresentado foi o Digital Twin Composer, software que deve ficar disponível em meados de 2026. A proposta é conectar o gêmeo digital, incluindo simulações construídas com bibliotecas do Nvidia Omniverse, a dados de engenharia do mundo real, permitindo que empresas construam modelos 3D de produtos, processos e plantas e testem mudanças virtualmente, inclusive com variações de tempo e condições do ambiente.

A PepsiCo foi citada como uma das usuárias da tecnologia para simular upgrades em unidades industriais e centros de distribuição nos Estados Unidos, com intenção de expandir globalmente. De acordo com o comunicado, o uso de gêmeos digitais de alta fidelidade permitiu otimizar configurações para elevar capacidade e produtividade e identificar potenciais problemas antes de alterações físicas, além de apoiar decisões de investimento.

A Siemens também anunciou a expansão do portfólio de copilotos industriais para apoiar etapas como gestão de ciclo de vida de produto, automação de compliance e eficiência no chão de fábrica. A empresa destacou ainda iniciativas em descoberta de fármacos, direção autônoma e produtividade industrial, além de um projeto para levar IA industrial a óculos inteligentes com assistência por áudio e orientação em tempo real.

No lado da Nvidia, o comunicado reforçou que o esforço conjunto vai acelerar soluções ao longo de todo o ciclo de vida industrial, com fábricas usando um “AI Brain” apoiado por automação definida por software, operação industrial, bibliotecas do Omniverse e infraestrutura de IA para analisar gêmeos digitais continuamente, testar melhorias virtualmente e transformar insights validados em mudanças no chão de fábrica.

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As empresas também afirmam que vão avançar em simulações mais rápidas e detalhadas com aceleração por GPU e suporte a bibliotecas CUDA-X, além de ampliar o uso de modelos de física e ferramentas para evoluir na direção de “gêmeos digitais autônomos”. Outra frente é a de design de semicondutores: a Siemens disse que pretende integrar tecnologias e modelos abertos da Nvidia em seu portfólio de automação de design eletrônico para acelerar fluxos de trabalho e reduzir custos operacionais.

Siemens e Nvidia afirmam que vão desenvolver um “blueprint” replicável para a próxima geração de “fábricas de IA”, equilibrando as demandas de energia, refrigeração e automação exigidas por computação de alta densidade, com foco em eficiência energética, resiliência e velocidade.

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Amanda Souza

Jornalista formada pela Universidade Mackenzie e pós-graduada em economia no Insper. Tem passagem pela Climatempo, CNN Brasil, PicPay e Revista Oeste. É redatora de finanças no Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Eleita uma das 50 jornalistas +Admiradas da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças de 2024.

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