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Sindicato da Starbucks inicia greve em 40 cidades no Red Cup Day, data importante para vendas da rede
Publicado 13/11/2025 • 10:03 | Atualizado há 7 meses
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Publicado 13/11/2025 • 10:03 | Atualizado há 7 meses
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Pixabay
Fachada de uma loja da Starbucks.
O sindicato Starbucks Workers United iniciou nesta quinta-feira (13) uma greve por tempo indeterminado em pelo menos 40 cidades, no dia conhecido como Red Cup Day — um dos mais importantes para as vendas anuais da rede.
Segundo o sindicato, mais de mil baristas de mais de 65 lojas participam do protesto, realizado após a decisão de autorizar a paralisação por tempo indeterminado, em razão do fracasso das negociações de um acordo coletivo entre os trabalhadores e a empresa.
A greve ocorre durante o movimentado período de fim de ano, crucial para os resultados da Starbucks, que costuma registrar aumento nas vendas nesta época. O desempenho será determinante para o plano de recuperação da rede nos Estados Unidos, sob comando do novo CEO, Brian Niccol.
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No trimestre mais recente, a empresa conseguiu encerrar uma sequência de quase dois anos de queda nas vendas em lojas comparáveis. Greves anteriores afetaram menos de 1% das unidades, segundo a Starbucks.
O sindicato reivindica melhores condições de trabalho, aumento salarial e a resolução de centenas de acusações de práticas trabalhistas injustas contra a companhia. As negociações entre as partes estão paradas desde o fim do ano passado, quando as conversas fracassaram.
Após o impasse, Starbucks e o sindicato iniciaram mediação em fevereiro. Em abril, centenas de delegados rejeitaram o pacote econômico proposto pela empresa. Ambas as partes se culpam pelo fracasso das negociações, mas afirmam estar dispostas a retomar o diálogo.
O Starbucks Workers United, que começou a se organizar em 2021, afirma representar mais de 12 mil trabalhadores em mais de 550 lojas. Já a empresa declarou à CNBC, na semana passada, que o sindicato representa cerca de 9.500 funcionários em 550 cafeterias.
Os baristas afirmam estar prontos para ampliar a paralisação, ameaçando realizar “a maior e mais longa greve da história da empresa” caso a Starbucks não apresente um contrato sindical justo e não resolva as acusações trabalhistas. O sindicato busca novas propostas que contemplem suas principais demandas para concluir o acordo.
“Se a Starbucks continuar bloqueando um contrato justo e se recusando a encerrar a perseguição sindical, verá seus negócios pararem”, afirmou Michelle Eisen, porta-voz do Starbucks Workers United e ex-barista que trabalhou 15 anos na empresa. “Sem contrato, sem café é mais do que um slogan — é um compromisso de interromper as operações e os lucros da Starbucks até que haja um acordo justo e o fim das práticas trabalhistas desleais. A empresa sabe qual é a nossa posição.”
Em resposta ao resultado da votação que aprovou a greve, a Starbucks declarou que estará preparada para atender os clientes em suas quase 18 mil lojas próprias e licenciadas durante o período de festas.
“A Starbucks oferece o melhor emprego no varejo, com mais de US$ 30 por hora, em média, em salários e benefícios para os parceiros horistas. O Workers United, que representa apenas 4% de nossos parceiros, escolheu abandonar as negociações. Já pedimos diversas vezes que voltem à mesa. Se estiverem prontos, nós também estamos. Acreditamos que podemos chegar rapidamente a um acordo razoável”, afirmou Jaci Anderson, porta-voz da Starbucks, em nota à CNBC na segunda-feira.
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Em carta enviada aos funcionários após a votação que autorizou a greve, Sara Kelly, diretora de parcerias da empresa, reforçou o otimismo de que um acordo possa ser alcançado.
“Durante meses, estivemos na mesa de negociação, trabalhando de boa-fé com o Workers United e delegados de todo o país para chegar a acordos que fizessem sentido para os parceiros e para o sucesso de longo prazo da Starbucks”, disse Kelly. “Chegamos a mais de 30 acordos provisórios sobre artigos completos do contrato.”
“Nosso compromisso com a negociação não mudou”, acrescentou. “O Workers United deixou a mesa, mas se estiver pronto para voltar, nós também estamos. Acreditamos que podemos avançar rapidamente rumo a um acordo razoável.”
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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