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Spotify inicia 2026 com lucro recorde, avança em assinantes, mas frustra mercado com projeção mais cautelosa

Publicado 28/04/2026 • 17:22 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Plataforma registrou lucro operacional recorde de 715 milhões de euros no 1º trimestre e chegou a 761 milhões de usuários ativos.
  • Receita somou 4,533 bilhões de euros, com alta anual de 8%, impulsionada por assinaturas Premium.
  • Mesmo com resultados fortes, guidance para o 2º trimestre decepcionou investidores e pressionou ações.

O Spotify iniciou 2026 combinando crescimento de usuários, expansão da base paga e rentabilidade recorde, mas a projeção mais conservadora para os próximos meses reduziu o entusiasmo do mercado. No primeiro trimestre, a empresa alcançou 761 milhões de usuários ativos mensais, elevou o número de assinantes Premium para 293 milhões e entregou lucro operacional recorde de 715 milhões de euros (R$ 4,3 bilhões).

A receita totalizou 4,533 bilhões de euros (R$ 27,1 bilhões), avanço de 8% em relação ao mesmo período do ano anterior. Em base cambial constante, o crescimento foi de 14%, segundo a companhia.

O resultado operacional também veio acima das projeções divulgadas anteriormente pela empresa, beneficiado por melhora de margens e encargos sociais menores que o previsto. A margem operacional atingiu 15,8%, acima dos 12,1% registrados um ano antes.

Base de usuários segue em expansão

O principal motor de escala da companhia continuou sendo o avanço da audiência global. O Spotify adicionou 10 milhões de usuários ativos líquidos no trimestre, acima da meta de 8 milhões, encerrando março com 761 milhões de MAUs.

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Já a base de assinantes pagos cresceu 9% em 12 meses, chegando a 293 milhões, com expansão puxada principalmente por América Latina e Europa.

No segmento com publicidade, a plataforma atingiu 483 milhões de usuários, alta anual de 14%, reforçando a relevância da operação gratuita para aquisição de novos clientes.

Assinaturas sustentam receita

A divisão Premium permaneceu como principal fonte de faturamento. A receita com assinaturas somou 4,148 bilhões de euros (R$ 24,8 bilhões), crescimento de 10% na comparação anual.

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Segundo a companhia, o avanço foi impulsionado pelo aumento de assinantes e por reajustes de preços em alguns mercados. O tíquete médio mensal por usuário Premium ficou em 4,76 euros (R$ 28,5).

Já a receita publicitária caiu 5% em base reportada, para 385 milhões de euros (R$ 2,3 bilhões), embora tenha avançado 3% em moeda constante. A empresa citou aumento de impressões vendidas em música e crescimento em podcasts patrocinados.

Caixa robusto e recompra de ações

O fluxo de caixa livre alcançou 824 milhões de euros (R$ 4,9 bilhões), recorde para um primeiro trimestre. Nos últimos 12 meses, o indicador acumulou 3,164 bilhões de euros (R$ 18,9 bilhões).

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A posição de caixa, equivalentes e investimentos de curto prazo encerrou março em 8,8 bilhões de euros (R$ 52,6 bilhões), preservando forte liquidez.

No período, a companhia recomprou 306 milhões de euros (R$ 1,8 bilhão) em ações e quitou 1,3 bilhão de euros (R$ 7,8 bilhões) em notas conversíveis.

Guidance freia euforia

Apesar do balanço sólido, o mercado reagiu de forma mais fria às perspectivas para o segundo trimestre. O Spotify projetou 778 milhões de usuários ativos, 299 milhões de assinantes Premium e receita de 4,8 bilhões de euros (R$ 28,7 bilhões).

A estimativa de lucro operacional, porém, ficou em 630 milhões de euros (R$ 3,8 bilhões), abaixo do desempenho recém-divulgado, o que reforçou dúvidas sobre ritmo de expansão de margens.

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Analistas também observaram que parte do crescimento recente de receita veio de reajustes de preços, e não apenas de expansão orgânica.

IA, podcasts e novos formatos

A empresa informou ainda aumento de investimentos em inteligência artificial, personalização e descoberta de conteúdo. Entre as novidades estão ferramentas como Taste Profile, playlists por comando de texto, gráficos de audiobooks e recursos de contexto musical.

A estratégia busca ampliar engajamento e sustentar diferenciação diante da concorrência de gigantes como YouTube, Amazon e Meta, que disputam atenção dos usuários em áudio, vídeo e publicidade digital.

Mesmo com a reação cautelosa do mercado, o balanço reforça que o Spotify entra em 2026 mais rentável, com base recorde de usuários e caixa robusto para financiar a próxima etapa de crescimento.

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