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EXCLUSIVO CNBC: Inflação e petróleo preocupam após trimestre forte do Barclays, diz CEO
Publicado 28/04/2026 • 18:03 | Atualizado há 2 semanas
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Publicado 28/04/2026 • 18:03 | Atualizado há 2 semanas
KEY POINTS
O Barclays encerrou mais um trimestre sólido, com crescimento nas principais divisões e retorno sobre o capital total de 13,5%, mas vê risco de pressão inflacionária à frente diante do conflito no Golfo e do possível impacto prolongado sobre os preços do petróleo.
Em entrevista exclusiva à CNBC, o CEO do banco britânico, C. S. Venkatakrishnan, afirmou que o resultado mantém a sequência positiva da instituição e reforça a confiança nas metas financeiras para o ano.
“É mais um trimestre sólido em uma sequência de trimestres”, disse. “O banco de investimento continua indo bem. Todas as divisões do banco estão indo bem.”
Segundo o executivo, as unidades do Barclays no Reino Unido operam com retorno na faixa dos 20%, enquanto o banco de investimento registra retorno de 15%. Ele também afirmou que a volatilidade dos mercados tem beneficiado as operações comerciais da instituição.
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Apesar do desempenho positivo, o Venkatakrishnan disse que o banco acompanha com atenção os efeitos potenciais do cenário geopolítico sobre inflação e energia.
“Ao olhar para a frente e ver o que está acontecendo com a inflação, potencialmente com os preços do petróleo a longo prazo, você tem que se preocupar”, afirmou.
Questionado sobre se a economia do Reino Unido pode ser mais afetada do que a dos Estados Unidos, o CEO disse que consumidores e empresas nos dois países continuam em situação relativamente resiliente.
“Tanto os consumidores quanto as empresas no Reino Unido e nos Estados Unidos ainda estão indo bem. E estão indo bem porque conseguem absorver a inflação”, disse.
Ele ponderou, porém, que o banco monitora os riscos de prazo mais longo. Segundo o Venkatakrishnan, o quadro atual ainda permite ao Barclays manter confiança no desempenho e reiterar as metas financeiras para o ano cheio.
O executivo também comentou a exposição a crédito e provisões para perdas. Ele afirmou que o caso citado não se trata de crédito privado, mas de produtos securitizados ligados a empréstimos para um originador de hipotecas.
“Nós já sofremos uma fraude e estamos sendo absolutamente cautelosos ao emprestar para empresas menores com modelos de negócios mais vulneráveis”, disse.
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Segundo ele, o cuidado é maior em operações nas quais o banco não tenha segurança suficiente sobre a qualidade e a independência dos controles financeiros das empresas.
Ainda assim, o CEO afirmou que o Barclays continua comprometido com o crédito a pequenas empresas e pessoas físicas nos Estados Unidos e no Reino Unido. Ele citou uma transação em fase de fechamento nos EUA com um credor direto ao consumidor que origina cerca de US$ 12 bilhões em empréstimos por ano.
Para o executivo, a operação sinaliza a confiança do banco em seguir emprestando a sua base de mais de 25 milhões de clientes no país.
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