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Starbucks fica abaixo das expectativas de vendas, mas recuperação nos EUA ganha força

Publicado 29/10/2026 • 18:59 | Atualizado há 43 minutos

KEY POINTS

  • Starbucks supera expectativas nos EUA, com alta de 7,7% nas vendas mesmas lojas no quarto trimestre fiscal, acima da projeção de 6,5%.
  • Receita fica abaixo das estimativas, em US$ 9,14 bilhões, enquanto a empresa prevê queda de 1% nas vendas para o ano fiscal de 2027.
  • CEO Brian Niccol acelera plano de recuperação, com reformas de cafeterias, mudanças no cardápio e fechamento de unidades para fortalecer a operação.
Logotipo da Starbucks

Foto: Unsplash

A Starbucks divulgou nesta quinta-feira resultados mistos no quarto trimestre fiscal de 2026. Embora tenha superado as expectativas nos Estados Unidos, a empresa teve desempenho abaixo do esperado em suas operações internacionais.

A recuperação do mercado americano, porém, segue ganhando força. As vendas nas cafeterias do país superaram as projeções no último trimestre do ano fiscal da rede.

“Começamos o ano fiscal de 2027 com um bom ritmo, prioridades bem definidas e ambições ainda maiores para o futuro da Starbucks”, afirmou o CEO Brian Niccol em um vídeo publicado no site da empresa.

Durante a teleconferência de resultados, Niccol também disse que a companhia está adiantada em relação ao cronograma para alcançar as metas estabelecidas para o ano fiscal de 2028, apresentadas em um evento para investidores em janeiro.

Para o ano fiscal de 2027, a Starbucks prevê lucro ajustado por ação entre US$ 3,15 (R$ 17,04) e US$ 3,25 (R$ 17,58), acima dos US$ 3,14 (R$ 16,99) esperados pelos analistas de Wall Street.

A perspectiva para a receita, por outro lado, é menos animadora. A empresa projeta uma queda de 1%, enquanto os analistas esperavam crescimento de 1,4% nas vendas líquidas.

Na América do Norte, a expectativa é de alta de 4% nas vendas mesmas lojas — indicador que considera apenas unidades abertas há tempo suficiente para permitir uma comparação consistente entre períodos.

As projeções de lucro e receita para 2027 já consideram uma semana adicional no calendário fiscal e os efeitos da transferência das operações na China para uma joint venture. Segundo a diretora financeira, Cathy Smith, a Starbucks também prevê uma leve queda nos preços do café e uma desaceleração na abertura de novas unidades na América do Norte, fatores que devem pesar sobre a receita ao longo do ano.

As ações da empresa recuaram quase 2% nas negociações após o fechamento do mercado.

Veja como os números da Starbucks se comparam às expectativas de Wall Street, segundo levantamento da LSEG, para o trimestre encerrado em 27 de setembro:

  • Lucro ajustado por ação: US$ 0,80 (R$ 4,33), ante expectativa de US$ 0,72 (R$ 3,90).
  • Receita: US$ 9,14 bilhões (R$ 49,47 bilhões), abaixo dos US$ 9,23 bilhões (R$ 49,93 bilhões) projetados.

A Starbucks registrou lucro líquido atribuível à companhia de US$ 677,2 milhões (R$ 3,66 bilhões) no trimestre, equivalente a US$ 0,59 (R$ 3,19) por ação. No mesmo período do ano anterior, o lucro havia sido de US$ 133,1 milhões (R$ 720,07 milhões), ou US$ 0,12 (R$ 0,65) por ação.

Desconsiderando despesas de reestruturação, perdas por redução ao valor recuperável de ativos (impairment) e outros itens extraordinários, o lucro ajustado foi de US$ 0,80 (R$ 4,33) por ação.

A receita líquida caiu 4%, para US$ 9,14 bilhões (R$ 49,47 bilhões), refletindo os efeitos da mudança no modelo de negócios da companhia na China.

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As vendas globais mesmas lojas cresceram 7,2%, impulsionadas pelo aumento do tíquete médio. O resultado superou a projeção de alta de 6% dos analistas consultados pela StreetAccount. O número de transações também avançou, com crescimento de 1,8% no trimestre.

Nos Estados Unidos, o desempenho foi ainda melhor: as vendas mesmas lojas subiram 7,7%, acima da expectativa de alta de 6,5% da StreetAccount.

A estratégia “Back to Starbucks”, liderada por Niccol, tem como foco melhorar o atendimento, tornar as cafeterias mais acolhedoras e fortalecer as ações de marketing. Segundo a empresa, essas iniciativas vêm ajudando a atrair clientes de volta às lojas.

“A conexão dos consumidores com a marca Starbucks está próxima de níveis recordes. Nossas novidades no cardápio, campanhas de marketing e produtos continuam criando momentos que movimentam a cultura e levam as pessoas às nossas cafeterias”, afirmou Niccol aos analistas.

A empresa também destacou o lançamento do cardápio de outono na América do Norte, que inclui o famoso Pumpkin Spice Latte, bebida sazonal com café e especiarias. Segundo a Starbucks, a estreia do cardápio registrou o melhor primeiro dia de lançamento da temporada em sua história.

Outro destaque foi o matcha, cuja linha de bebidas já movimenta US$ 1 bilhão (R$ 5,41 bilhões) em vendas para a companhia.

Fora da América do Norte, o desempenho foi mais fraco. As vendas mesmas lojas cresceram apenas 0,9%, abaixo da expectativa de alta de 3,2% dos analistas consultados pela StreetAccount. A queda no número de transações compensou parte do avanço do tíquete médio.

A Starbucks vem reformulando sua atuação em mercados internacionais. Após transferir suas operações na China para uma joint venture, a companhia passou a operar a maior parte de seus negócios internacionais por meio de contratos de licenciamento, nos quais parceiros locais assumem a operação das cafeterias.

A empresa também avalia vender uma participação majoritária em suas operações no Japão, segundo informou a Reuters em setembro.

Durante o trimestre, a Starbucks abriu 303 novas cafeterias, já descontadas as unidades fechadas no período.

Em setembro, a companhia anunciou o fechamento de cerca de 250 unidades na América do Norte, o equivalente a aproximadamente 1% de sua rede na região. A medida faz parte do plano de recuperação conduzido por Niccol.

Ao mesmo tempo, a empresa vem investindo na modernização das lojas. Até o fim do ano fiscal, havia concluído mais de 1.700 reformas de cafeterias nos Estados Unidos e no Canadá, com o objetivo de tornar os espaços mais confortáveis e convidativos.

As mudanças incluem a ampliação das áreas de assentos e a adoção de uma iluminação mais suave. Segundo a Starbucks, as unidades reformadas vêm registrando aumento no número de transações após a conclusão das obras.

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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.

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