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Talento não basta se perfil não combinar com fase da empresa, avalia CEO
Publicado 12/08/2026 • 14:10 | Atualizado há 53 minutos
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Publicado 12/08/2026 • 14:10 | Atualizado há 53 minutos
KEY POINTS
Um profissional pode reunir as competências técnicas necessárias e ainda apresentar desempenho abaixo do esperado se seu perfil não estiver alinhado ao estágio de maturidade da empresa. A avaliação é de Misa Antonini, CEO do G4, durante o quadro Gestão e Estratégia, do Real Time, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Segundo Misa, empresários costumam concentrar a contratação em dois fatores: capacidade técnica e alinhamento cultural. A análise, porém, deveria considerar também o perfil de atuação do candidato e o momento vivido pela companhia.
“O grande problema do empresário é pensar que contratação é um problema unidimensional e achar que a única variável é contratar bem”, afirmou.
A combinação dessas dimensões, segundo ela, ajuda a explicar por que um profissional considerado bom pode funcionar em uma empresa e ter dificuldade em outra.
Misa divide os profissionais em quatro perfis, de acordo com o que chama de “zona de potência”. Os construtores têm maior facilidade para atuar em ambientes ainda pouco estruturados, enquanto os melhoradores tendem a organizar processos e trazer previsibilidade para negócios que já passaram da fase inicial.
Os catalisadores são mais voltados à expansão e à profissionalização de processos já existentes. Há ainda os chamados camaleões, profissionais que, segundo ela, conseguem se adaptar a diferentes momentos da companhia e evoluir junto com o negócio.

A adequação de cada perfil depende do estágio da empresa, que Misa divide em ideação, início da operação e sobrevivência, tração, escala e maturidade.
Um profissional acostumado a construir soluções em ambientes pouco estruturados, por exemplo, pode ter dificuldade em uma companhia já madura. Da mesma forma, alguém especializado em escalar processos pode não encontrar as condições necessárias em um negócio que ainda está validando sua operação.
“Você pode pegar uma pessoa que é muito boa; se você a alocar no momento incorreto de maturidade da companhia, ela certamente não vai conseguir performar”, afirmou.
Na avaliação de Misa, um dos erros do empresário é considerar que o talento individual será suficiente para superar uma incompatibilidade entre o profissional e a fase da companhia.
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Siga o Times | CNBCPor isso, antes de contratar, o empresário precisa identificar com clareza em que momento o negócio se encontra e quais características são necessárias para avançar para a etapa seguinte.
“O empreendedor precisa fazer um diagnóstico honesto de onde a empresa está naquele momento”, disse.
Esse diagnóstico também pode mostrar que um profissional importante no início da companhia não necessariamente terá o perfil mais adequado para acompanhá-la nas etapas seguintes.
Misa recomenda que a mesma avaliação seja feita com profissionais que já estão na empresa. Uma possibilidade é selecionar os principais líderes, identificar o perfil de cada um e comparar essas características com o estágio atual do negócio.
O exercício, segundo ela, pode ajudar a entender por que determinados profissionais deixam de apresentar o mesmo desempenho à medida que a organização cresce ou muda de estrutura.
Nas novas contratações, Misa sugere considerar quatro dimensões: alinhamento cultural, qualificações técnicas, perfil do candidato e estágio de maturidade da empresa.
Essa análise também precisa evoluir ao longo do tempo, já que as características necessárias em uma empresa na fase inicial podem ser diferentes das exigidas nos momentos de tração, escala ou maturidade.
Misa considera válido apresentar ao próprio candidato o estágio da empresa durante o processo seletivo. Segundo ela, nem sempre o profissional tem clareza sobre os ambientes em que consegue desempenhar melhor.
Ao explicar as características do negócio e discutir o perfil esperado para a função, a empresa pode identificar uma incompatibilidade antes da contratação. O candidato também ganha elementos para avaliar se aquela oportunidade combina com sua forma de trabalhar.
Para Misa, essa conversa pode evitar contratações desalinhadas, mesmo quando o profissional reúne as competências técnicas necessárias à vaga.
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