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“A falta de memória sobre o que produzimos é um sinal de alerta”, aponta especialista sobre uso excessivo de IA
Publicado 01/07/2025 • 22:04 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 01/07/2025 • 22:04 | Atualizado há 1 ano
KEY POINTS
Um estudo conduzido pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT) apontou que o uso de ferramentas de inteligência artificial pode afetar negativamente a memória e a atividade cerebral. Emerson Pinha, CEO da VTX365, consultoria em aplicativos de negócios nativos de IA, comentou os resultados e avaliou os possíveis impactos da tecnologia sobre a cognição humana e o ambiente de negócios.
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A pesquisa foi realizada com 54 estudantes do MIT, divididos em três grupos: o primeiro utilizou diretamente o ChatGPT para redigir textos, o segundo recorreu a ferramentas de busca e o terceiro escreveu os textos sem apoio digital. Os participantes usaram equipamentos que monitoraram a atividade cerebral durante o processo.
“Aqueles que escreveram os textos por conta própria apresentaram níveis mais altos de atividade nas faixas alfa e beta, associadas à memorização e à concentração”, afirmou Pinha. Segundo ele, os resultados indicam que o uso direto de IA, sem uma preparação prévia, pode reduzir o envolvimento cognitivo do usuário.
Ainda conforme o executivo, houve uma segunda etapa no estudo em que os grupos trocaram de método. “O grupo que começou escrevendo e depois utilizou IA manteve um nível de atividade cerebral semelhante ao inicial, o que mostra que a ordem do uso da ferramenta influencia no resultado”, explicou.
Pinha ressaltou que o estudo não comprova que o uso de IA reduz a inteligência, mas pode afetar a capacidade de retenção de informações. “É comum recorrermos a essas soluções para ganhar produtividade, mas muitas vezes isso resulta em não lembrarmos o que produzimos no dia seguinte”, disse.
Outro ponto de atenção, segundo ele, é a possibilidade de dependência. “O uso constante da IA pode provocar um mecanismo semelhante ao das redes sociais, em que o usuário busca recompensas rápidas, com estímulos ligados à dopamina”, afirmou.
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Siga o Times | CNBCPinha também alertou sobre a tendência de produção de conteúdos superficiais e uniformes. “Hoje vemos muitos textos com estrutura semelhante, especialmente nas redes corporativas. Isso acontece quando não se há um esforço inicial para direcionar o conteúdo com um briefing ou redação original.”
Ao abordar o uso responsável da tecnologia, o CEO destacou a importância de educar novos usuários. “É papel de pais, educadores e líderes mostrar como utilizar a IA de forma estratégica, mantendo o pensamento crítico e a criatividade. Não se trata de proibir o uso, mas de orientar sobre seu melhor aproveitamento.”
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