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Apple atende governo chinês e exclui apps de namoro LGBT
Publicado 11/11/2025 • 07:18 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 11/11/2025 • 07:18 | Atualizado há 1 ano
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Canva Images
Bandeira da China e bandeira LGBT
A Apple confirmou que removeu dois aplicativos populares de encontros gays de sua loja iOS na China, após uma ordem da principal autoridade de regulamentação da internet e censura de Pequim. A decisão ocorre após relatos de que os apps Blued e Finka desapareceram repentinamente da App Store no iOS durante o fim de semana.
Em um comunicado compartilhado com a CNBC, a Apple confirmou que foi responsável pela ação e defendeu sua posição, afirmando que deve seguir as leis dos países onde opera.
“Com base em uma ordem da Administração do Ciberespaço da China, removemos esses dois aplicativos apenas da loja chinesa”, disse a empresa, esclarecendo, no entanto, que os apps já estavam indisponíveis em outros países.
No entanto, uma versão “lite” do app Blued ainda está disponível para download na App Store da China, confirmou a CNBC na terça-feira.
O The Wire foi o primeiro a reportar que a Apple tomou a medida a pedido de Pequim.
Leia também:
O desaparecimento do Blued e do Finka é o mais recente exemplo da repressão da China às lojas de aplicativos nos últimos anos.
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Siga o Times | CNBCO Grindr, um popular app de encontros gays dos EUA, foi removido da loja iOS em 2022, dias após a Administração do Ciberespaço da China iniciar uma repressão a conteúdos considerados ilegais ou inapropriados.
Mais tarde, em 2023, Pequim anunciou novas políticas exigindo que todos os apps que atendem usuários locais se registrassem no governo e obtivessem licenças. A medida resultou na remoção de uma série de aplicativos estrangeiros da iOS.
Nos anos seguintes, reguladores continuaram a solicitar diretamente a empresas como a Apple a remoção de certos aplicativos devido a problemas com seus conteúdos.
Em abril de 2024, a Apple removeu WhatsApp e Threads, da Meta, do iOS após uma ordem da CAC, citando preocupações de segurança nacional.
A Apple demonstrou disposição em cumprir essas solicitações na China, que representa seu maior mercado no exterior fora dos EUA.
A remoção do Blued e do Finka também reflete, provavelmente, a crescente repressão e censura à comunidade LGBTQ na China. Nos últimos anos, o governo fechou grandes grupos de defesa, incluindo o Beijing LGBT Center.
Embora a homossexualidade tenha sido descriminalizada na China em 1997, o casamento entre pessoas do mesmo sexo ainda não é reconhecido.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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