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Brasil tem energia, mas perde competitividade em data centers de IA, afirma Luis Tossi
Publicado 30/12/2025 • 14:20 | Atualizado há 4 meses
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Publicado 30/12/2025 • 14:20 | Atualizado há 4 meses
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O Brasil se consolidou como um destino estratégico para a economia digital, mas precisa transformar seus diferenciais em vantagem competitiva definitiva para atrair grandes centros de processamento de dados, afirmou Luis Tossi, vice-presidente da Associação Brasileira de Data Center (ABDC), em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.
Ele destacou que o país já ocupa uma posição relevante no cenário global, mas que o surgimento da inteligência artificial mudou o patamar de exigências do setor: “Hoje, o Brasil está praticamente no 11º ou 12º local em números de data centers construídos. Essa indústria começou em 2010 com a nuvem, mas os data centers de IA têm uma demanda energética muito maior, o que torna a nossa oferta de energia limpa um diferencial crucial nesta corrida global”.
A implementação do Redata, projeto do governo federal para incentivar o setor, é vista como fundamental para garantir que o país não perca investimentos bilionários em dólar. “O Redata foca em fazer uma antecipação da reforma tributária e dar incentivos para que consigamos trazer para o Brasil esses data centers de IA. É uma política que nos coloca de volta no jogo competitivo, especialmente na atração desses grandes demandantes por energia”, explicou o executivo da Associação Brasileira de Data Center.
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Tossi alertou para a urgência regulatória, uma vez que a Medida Provisória do Redata corre o risco de caducar no final de fevereiro se não for apreciada pelo Congresso. “A MP foi anunciada em maio e só aconteceu na segunda quinzena de outubro. Enquanto isso, concorrentes regionais como Argentina, México e Colômbia já possuem políticas de fomento consolidadas, o que coloca em risco a nossa capacidade de capturar projetos de larga escala agora”, advertiu em sua fala ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.
A competição regional ficou evidente com o recente anúncio de investimentos na Argentina realizados por líderes globais de tecnologia. “O CEO da OpenAI anunciou um projeto de 500 megawatts na Argentina. Temos o insumo que o mundo tem em déficit, que é a energia, mas nossa competitividade no investimento inicial é prejudicada pelo custo de trazer servidores”, pontuou Luis Tossi.
O especialista concluiu que a aprovação das regras é o que separa o Brasil de anúncios mais robustos, como os que têm ocorrido na Índia ou em Portugal, onde projetos chegam a 16 bilhões de dólares (R$ 87 bilhões). “O que está barrando hoje é a expectativa de ter a medida provisória aprovada. Se o PL da IA não for votado a tempo, o Congresso precisará votar a MP para que ela não caduque e o Brasil não perca, efetivamente, o cavalo que está passando na porta”, finalizou.
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