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Conheça a startup Code Metal, que recebeu contrato de US$ 80 milhões do Pentágono
Publicado 14/08/2026 • 15:30 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 14/08/2026 • 15:30 | Atualizado há 2 meses
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Foto: Robot Report
Conheça a startup Code Metal, que recebeu contrato de US$ 80 milhões do Pentágono
A startup americana Code Metal fechou um contrato de US$ 80 milhões com o Departamento de Guerra dos Estados Unidos para modernizar, com inteligência artificial, o WarMatrix, sistema usado em simulações e análises de cenários de guerra.
O acordo foi firmado em Boston, onde a empresa está sediada, e levou menos de 12 meses para ser estruturado. O objetivo é atualizar uma infraestrutura militar que reúne décadas de desenvolvimento de software e permitir que operações que levavam meses sejam realizadas em poucos dias.
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A Code Metal é uma empresa de software especializada em inteligência artificial para sistemas que dependem de diferentes linguagens de programação e componentes de hardware, de acordo com a Fortune.
A tecnologia desenvolvida pela companhia permite adaptar códigos para diferentes ambientes computacionais e verificar se eles continuam funcionando corretamente. Na área de defesa, essa capacidade pode ajudar a preservar sistemas antigos enquanto novos recursos tecnológicos são incorporados.
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A empresa ganhou espaço no setor militar ao trabalhar com organizações que precisam manter sistemas desenvolvidos ao longo de décadas em funcionamento. Cerca de 75% dos negócios da Code Metal estão atualmente ligados à defesa.
O contrato de US$ 80 milhões envolve o WarMatrix, ambiente utilizado para executar simulações de guerra e análises militares. A proposta da Code Metal é acrescentar uma camada de software capaz de conectar a estrutura existente a ferramentas mais recentes, incluindo aplicações de inteligência artificial. Com isso, os militares poderão utilizar sistemas antigos sem necessariamente substituir todo o código já validado.
Antes de receber o contrato completo, a empresa havia obtido US$ 17 milhões para desenvolver a capacidade operacional inicial do projeto. O restante dos recursos foi posteriormente liberado por meio de um acordo conhecido como Autoridade de Transação Alternativa, ou OTA, mecanismo utilizado pelo governo americano para acelerar determinados projetos de tecnologia e defesa.
O WarMatrix foi desenvolvido para ajudar planejadores militares a avaliar diferentes cenários e realizar análises complexas. Segundo a empresa, a modernização poderá reduzir significativamente o tempo necessário para determinadas tarefas. Processos que anteriormente poderiam levar meses devem passar a ser concluídos em questão de dias.
A Code Metal afirma que a intenção não é retirar décadas de código já testado e validado. O foco está em criar uma estrutura que permita que essas informações sejam utilizadas de maneira mais acessível por militares e também por sistemas de inteligência artificial.
À frente da companhia está Peter Morales, de 38 anos. O executivo passou cerca de uma década trabalhando na área de integração entre hardware e software.
Antes de fundar a Code Metal, Morales teve passagens pela BAE Systems, pelo Laboratório Lincoln do MIT e pela Microsoft. Na BAE Systems, trabalhou com software e sistemas em tempo real relacionados ao caça F-35.
A experiência ajudou a formar sua visão sobre um dos principais problemas enfrentados pelas Forças Armadas. Sistemas militares podem permanecer em operação durante muitos anos, enquanto a tecnologia utilizada no setor comercial avança em ritmo muito mais rápido.
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A Code Metal foi criada para atuar justamente nesse espaço, modernizando estruturas antigas sem exigir que toda a infraestrutura seja reconstruída do zero.
A empresa também ganhou destaque entre investidores. Em fevereiro de 2026, a Code Metal alcançou uma avaliação de US$ 1,25 bilhão após levantar US$ 125 milhões em uma rodada Série B liderada pela Salesforce Ventures.
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Siga o Times | CNBCCom o novo aporte, a companhia passou a integrar o grupo de startups de tecnologia de defesa avaliadas em mais de US$ 1 bilhão. A expansão ocorre em um período de forte aumento dos investimentos privados em empresas que desenvolvem tecnologias para as Forças Armadas dos Estados Unidos.
Apesar de ser uma empresa relativamente jovem, a Code Metal já trabalhou com a Força Aérea dos Estados Unidos e com grandes companhias do setor, entre elas Raytheon, L3Harris e Boeing.
A estratégia de Morales não é necessariamente disputar espaço com as grandes contratadas de defesa. A startup busca atuar como fornecedora de tecnologia especializada para empresas e órgãos que precisam modernizar seus sistemas.
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Essa posição também permite que a Code Metal participe de projetos considerados mais avançados, principalmente aqueles relacionados à inteligência artificial.
A expansão da Code Metal ocorre em meio a uma mudança no mercado de defesa americano. Startups de tecnologia passaram a disputar contratos que, durante décadas, ficaram concentrados em grandes empresas do setor.
Uma análise do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais apontou que aproximadamente 10 mil novas empresas de defesa entraram no mercado americano nos últimos dois anos.
No primeiro trimestre de 2026, fundos de capital de risco investiram US$ 19,8 bilhões em tecnologia de defesa, distribuídos em 262 negócios. O volume foi recorde para o período.
Mesmo com o avanço dessas empresas, as startups ainda representam uma parcela pequena dos gastos totais do Pentágono com contratadas de defesa.
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A Code Metal tem atualmente 123 funcionários. Para a companhia, o contrato de US$ 80 milhões representa mais do que uma grande fonte de receita. O acordo também pode servir como referência para conquistar novos projetos dentro do governo americano.
O principal desafio será transformar contratos específicos em uma operação capaz de crescer de forma recorrente. Para acelerar esse processo, a empresa contratou Ryan Aytay no início de 2026 para assumir a presidência e o cargo de diretor de operações. O executivo já ocupou posições de liderança na Salesforce e foi CEO da Tableau.
A chegada de Aytay reforça o esforço da Code Metal para ampliar vendas, estabelecer novas parcerias e transformar os primeiros contratos de defesa em uma operação maior.
O avanço da Code Metal acompanha uma transformação no setor militar americano. Empresas de tecnologia passaram a ocupar espaço em áreas que vão além da fabricação tradicional de equipamentos e sistemas de armas.
A inteligência artificial aparece como uma das principais frentes de investimento. Para o Pentágono, a modernização de sistemas antigos é um desafio relevante porque parte da infraestrutura militar foi desenvolvida ao longo de décadas.
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A Code Metal tenta explorar justamente essa necessidade. Em vez de substituir completamente tecnologias antigas, a startup trabalha para conectá-las às ferramentas atuais.
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