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CEO da CoreWeave atribui resistência pública à IA à velocidade das mudanças: ‘E isso é assustador’
Publicado 09/09/2026 • 15:48 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 09/09/2026 • 15:48 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Divulgação / CoreWeave
A oposição pública à inteligência artificial e aos data centers está no centro das atenções na Goldman Sachs Communacopia + Technology Conference.
O CEO da CoreWeave, Mike Intrator, disse a David Faber, da CNBC, que as empresas não explicaram suficientemente bem ao público os benefícios da tecnologia.
“Não acho que tenhamos feito um trabalho particularmente bom ao falar sobre os benefícios que os data centers permitem que as empresas de IA ofereçam às pessoas, aos governos e à tomada de decisões”, disse Intrator em comentários exibidos nesta quarta-feira (9).
A conferência anual reúne líderes das maiores empresas de tecnologia e mídia, e a adoção da IA – juntamente com a resistência demonstrada por muitas comunidades locais à expansão dessa infraestrutura – talvez seja uma das maiores oportunidades, e também um dos maiores riscos, enfrentados por empresas de todos os tipos.
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Intrator insistiu que o medo em torno dessa transformação não está relacionado especificamente aos data centers, mas à velocidade com que as coisas estão mudando.
“Na verdade, trata-se de: ei, você sabe que o mundo está mudando, e está mudando muito rapidamente, e isso terá impactos sobre mim. Terá impactos sobre meus filhos, e como será isso? E isso é assustador”, acrescentou.
Enquanto a conferência do Goldman começava, outro conjunto de declarações no mundo da tecnologia chamou atenção depois que um pesquisador de IA deixou seu emprego na Anthropic na terça-feira (8), alertando que a tecnologia em rápida evolução “poderia matar todos nós até o fim da década”.
Jacob Coxon, que trabalhou tanto na Anthropic quanto em sua principal concorrente, a OpenAI, acusou as empresas de “apostarem com nossas vidas” na corrida em direção à superinteligência artificial.
“Não subestimem o poder dessa tecnologia. Em breve, esses serão sistemas sobre-humanos capazes de hackear qualquer coisa, revolucionar qualquer área da noite para o dia e adquirir poder e recursos reais. Todos nós testemunhamos o progresso em cada um desses domínios, e o progresso não está desacelerando”, escreveu Coxon em uma publicação no X ao anunciar sua saída.
Outras disrupções estiveram na pauta nesta quarta-feira, enquanto executivos de empresas de TV a cabo continuaram projetando pressão competitiva sobre o negócio de banda larga.
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Tanto a Comcast quanto a Charter Communications registraram perdas trimestrais de clientes de banda larga nos últimos anos devido ao crescimento de alternativas, principalmente provedores de acesso fixo sem fio, ou 5G.
Nesta quarta-feira (9), o diretor financeiro da Comcast, Jason Armstrong, reiterou que essas pressões continuam existindo, particularmente no acesso fixo sem fio.
“Os satélites estão ali no horizonte como uma ameaça potencial”, disse Armstrong nesta quarta-feira, além da concorrência do acesso fixo sem fio. Ele acrescentou que, embora a concorrência de provedores de satélite como a Starlink ainda não esteja necessariamente acontecendo, “não há qualquer complacência em relação a isso”.
“Acho que veremos isso ao longo do tempo… particularmente em mercados rurais e talvez em áreas suburbanas mais afastadas”, afirmou Armstrong sobre a potencial concorrência dos satélites.
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As ações da Comcast e da Charter caíam mais de 5% cada nas negociações do meio do dia.
Comcast e Charter reformularam suas estratégias de preços e recorreram aos seus crescentes negócios de telefonia móvel como formas de reter e, potencialmente, conquistar mais clientes de banda larga nos últimos anos.
Armstrong acrescentou que, conforme mencionado durante a teleconferência de resultados do segundo trimestre da Comcast, a empresa está começando a observar “concorrência irracional” nos preços da banda larga por fibra óptica, e isso continua no terceiro trimestre.
No período encerrado em 30 de junho, a Comcast informou que voltou a perder clientes de banda larga, e a receita do segmento caiu devido a planos com preços mais baixos e promoções que começaram a surtir efeito.
Durante entrevista a David Faber, da CNBC, nesta quarta-feira, o CEO da Charter, Chris Winfrey, afirmou que, embora a concorrência esteja afetando o negócio de banda larga por cabo no curto prazo, o executivo está confiante de que haverá melhorias no longo prazo.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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