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Estudo do MIT aponta que I.A pode reduzir pensamento profundo durante a escrita

Publicado 28/09/2026 • 06:30 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Pesquisa analisou 54 participantes que escreveram redações com ChatGPT, mecanismos de busca ou sem ferramentas digitais.
  • Grupo que utilizou I.A. apresentou menor conectividade cerebral e mais dificuldade para lembrar os próprios textos.
  • Estudo ainda é um preprint e os pesquisadores apontam a necessidade de novas investigações sobre I.A. e aprendizagem.
Estudo do MIT aponta que I.A pode reduzir pensamento profundo durante a escrita

Foto: unsplash

Estudo do MIT aponta que I.A pode reduzir pensamento profundo durante a escrita

Um estudo realizado por pesquisadores do MIT Media Lab aponta que o uso de ferramentas de inteligência artificial (I.A) durante a escrita pode estar associado a menor atividade cerebral e dificuldade para lembrar o conteúdo produzido.

A pesquisa analisou participantes que utilizaram o ChatGPT para escrever redações e comparou os resultados com pessoas que recorreram a mecanismos de busca ou escreveram sem ferramentas digitais.

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Segundo o The Times Of India, estudo envolveu 54 participantes nas três primeiras sessões e utilizou eletroencefalografia (EEG) para acompanhar a atividade cerebral durante as tarefas. O trabalho está disponível como preprint e ainda passa por revisão. Por isso, os resultados são considerados preliminares.

Pesquisa comparou três formas de escrever

Os pesquisadores dividiram os participantes em três grupos. O primeiro utilizou o ChatGPT, o segundo recorreu a mecanismos de busca tradicionais e o terceiro escreveu sem ferramentas digitais.

Em três sessões, os voluntários tiveram 20 minutos para produzir redações sobre temas semelhantes aos do SAT, exame utilizado em processos de admissão universitária nos Estados Unidos.

Além disso, durante a produção dos textos, os pesquisadores registraram a atividade cerebral por meio de EEG. A equipe também analisou as redações com técnicas de processamento de linguagem natural e realizou entrevistas com os participantes.

Uma quarta sessão contou com 18 participantes. Nessa etapa, parte deles mudou de condição: pessoas que haviam utilizado inteligência artificial passaram a escrever sem ferramentas, enquanto participantes que inicialmente não utilizaram recursos digitais passaram a usar um modelo de linguagem.

I.A apresentou menor conectividade cerebral

Os resultados mostraram diferenças na conectividade cerebral entre os grupos. Os participantes que escreveram sem ferramentas apresentaram os maiores níveis de conectividade. O grupo que utilizou inteligência artificial registrou níveis intermediários, enquanto aqueles que recorreram ao ChatGPT apresentaram os menores níveis.

Segundo os pesquisadores, a conectividade cerebral diminuiu conforme aumentou o nível de apoio externo utilizado durante a escrita. O estudo também identificou diferenças na quarta sessão, quando os participantes trocaram de condição. Os pesquisadores observaram alterações na conectividade cerebral e na memória entre os grupos.

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Usuários de I.A tiveram dificuldade para lembrar textos

A pesquisa também avaliou a capacidade dos participantes de recordar o que haviam escrito. Para isso, eles precisaram citar trechos das próprias redações logo depois de concluir a tarefa.

Os participantes que utilizaram I.A tiveram mais dificuldade para lembrar os próprios textos. Além disso, em uma das sessões, 83,3% dos integrantes desse grupo não conseguiram citar corretamente suas redações.

Além disso, os pesquisadores relataram que os usuários de inteligência artificial apresentaram menor sensação de propriedade sobre os textos produzidos. Já os participantes que escreveram sem ferramentas demonstraram o maior nível de identificação com as próprias redações.

Estudo foi realizado durante quatro meses

Os participantes foram recrutados em universidades da região de Boston, incluindo o MIT, Wellesley College, Harvard, Tufts e Northeastern. As sessões ocorreram ao longo de quatro meses. Segundo o MIT, os participantes que utilizaram LLMs apresentaram desempenho inferior em medidas neurais, linguísticas e comportamentais durante o período analisado.

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Apesar dos resultados, a pesquisa tem limitações. O estudo utilizou o ChatGPT, contou com um número limitado de participantes e analisou uma tarefa específica de escrita.

Além disso, o trabalho ainda está em formato de preprint e passa por revisão. Os pesquisadores apontam que novas investigações são necessárias para aprofundar a compreensão sobre os efeitos do uso de I.A na escrita e na aprendizagem.

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