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Estudo do SAS mostra que só 8% das empresas do Brasil confiam na I.A. para governança

Publicado 06/07/2026 • 13:42 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Aos 50 anos, SAS divulga com a IDC estudo global sobre confiança e governança de inteligência artificial.
  • Apenas 8% das empresas brasileiras alinham confiança na IA com investimentos reais em governança, aponta pesquisa.
  • Fundado em 1976 como projeto acadêmico, SAS hoje atende clientes em mais de 150 países com foco em IA confiável.
Jim Goodnight, CEO e cofundador da SAS, na década de 1970.

divulgação SAS

Jim Goodnight, CEO e cofundador da SAS, na década de 1970.

Um estudo global sobre dados e inteligência artificial, feito pelo SAS em parceria com a IDC, mostra que apenas 8% das empresas brasileiras conseguem alinhar a confiança que depositam na IA com a estrutura real que oferecem para sustentar essa confiança. O índice fica abaixo da média mundial, de 9%.

A pesquisa é baseada em 2.375 entrevistas em diferentes regiões do mundo, descreve o que chama de dilema da confiança. Ele ocorre quando o grau de confiança que uma empresa deposita na IA não corresponde ao investimento que ela faz em governança, transparência e gestão de riscos.

No Brasil, quase metade das empresas, 48%, tem baixa confiança na IA e baixa estrutura de governança, classificadas pelo estudo como retardatárias. Outros 26% confiam mais na tecnologia do que sua governança justifica, uma situação de excesso de confiança, enquanto 19% subutilizam sistemas que, na prática, seriam confiáveis. Apenas os 8% restantes atingem o ponto considerado ideal pela pesquisa.

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Confiança varia conforme o tipo de IA usado

Segundo o levantamento, a confiança das empresas brasileiras também varia por tecnologia. Na IA tradicional, 29% dizem ter alguma confiança e 22% relatam confiança total. Na IA generativa, os números são de 25% e 32%. Já na IA agêntica, capaz de agir de forma autônoma, 37% relatam alguma confiança e apenas 17% confiança total.

Ainda assim, o Índice de confiabilidade da IA do Brasil aparece em 3,35 pontos, numa escala de 0 a 5, acima de países como Alemanha e China. O Índice de impacto, porém, fica em 2,84, abaixo de nações como Irlanda e Austrália, que combinam alta confiabilidade com resultados de negócio mais consistentes.

Esse contraste ajuda a explicar outro dado do estudo. Para cada dólar investido em IA, o retorno médio das empresas brasileiras é de 1,52 dólar, abaixo da média global, de 1,61 dólar, e da média das Américas e América Latina, de 1,63 dólar.

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Investimento cresce mas governança ainda falha

Apesar das lacunas identificadas, a pesquisa mostra que as empresas brasileiras seguem otimistas quanto ao orçamento de IA. A América Latina como um todo prevê o maior aumento de investimento entre as regiões pesquisadas, com 20% das empresas esperando elevar seus orçamentos em mais de 20% nos próximos 12 meses, quase o dobro da média global.

Ainda segundo o levantamento, a infraestrutura de dados do Brasil segue fragmentada. Quase 35% das empresas operam em estágios classificados como ad hoc ou fragmentado, contra 16% na média global, o que limita a capacidade de transformar o apetite por investimento em resultado prático.

Jim Goodnight, CEO e cofundador do SAS, afirmou que a tecnologia só tem valor quando ajuda as organizações a tomar decisões confiáveis, e que esse foco orienta a companhia desde sua fundação até o momento atual, marcado pela expansão da inteligência artificial em escala.

Guia do Usuário SAS original de 1976 e atas do SAS.ONE da primeira conferência SAS em junho de 1976.
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Guia do Usuário SAS original de 1976 e atas do SAS.ONE da primeira conferência SAS em junho de 1976.

50 anos

Em julho de 2026 o SAS completa 50 anos. Fundada em 1976 como projeto de pesquisa na Universidade Estadual da Carolina do Norte, a companhia se tornou uma das principais fornecedoras globais de software de dados e IA, com clientes em mais de 150 países. Em comunicado, a empresa diz que segue lucrativa e livre de dívidas, com investimento contínuo em pesquisa e desenvolvimento ao longo das cinco décadas.

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