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OpenAI cede a Trump e aceita revisão governamental de modelos de IA antes do lançamento

Publicado 05/06/2026 • 06:41 | Atualizado há 49 minutos

KEY POINTS

  • OpenAI anuncia adesão voluntária ao decreto de Trump sobre revisão de modelos de IA
  • Decreto exige acesso federal a modelos de inteligência artificial 30 dias antes do lançamento
  • George Osborne defende regulação flexível e papel ativo de governos democráticos na IA
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Foto: Unsplash

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Sem esperar ser cobrada, a OpenAI anunciou que vai cumprir o decreto assinado pelo presidente Donald Trump na terça-feira (2) que determina acesso governamental a modelos de inteligência artificial antes de seu lançamento público. A confirmação veio de George Osborne, chefe de relações com países da empresa, em declaração à CNBC nas margens do SXSW em Londres.

A adesão é voluntária. O decreto não impõe obrigações legais imediatas, mas pede que as empresas participem de um processo de benchmarking para avaliar as capacidades cibernéticas avançadas dos modelos e definir quando um sistema deve ser classificado como “covered frontier model”.

“É absolutamente correto que governos democráticos tenham um papel relevante em como essa tecnologia é usada e implantada”, disse Osborne à CNBC.

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OpenAI e a antecipação regulatória

Osborne foi além da confirmação de adesão. Segundo ele, a OpenAI já vinha sugerindo proativamente formas de os governos monitorarem questões de segurança, tanto nos Estados Unidos quanto em outros países.

“Não esperamos ser chamados. Sugerimos proativamente maneiras de os governos acompanharem questões de segurança”, afirmou o executivo, que foi ministro das Finanças do Reino Unido entre 2010 e 2016.

A postura contrasta com a resistência que parte do setor de tecnologia demonstrou em relação a iniciativas regulatórias anteriores. Ao se antecipar ao cumprimento do decreto, a OpenAI sinaliza uma aposta na proximidade com o governo Trump como ativo político e comercial.

O que o decreto de Trump determina

Assinado na terça-feira (2) e intitulado “Promoting Advanced Artificial Intelligence Innovation and Security”, o decreto exige que as empresas concedam acesso federal a seus modelos 30 dias antes do lançamento.

O objetivo declarado é avaliar capacidades consideradas sensíveis, com foco em riscos cibernéticos. A partir dessa avaliação, o governo poderá classificar determinados sistemas como modelos de fronteira cobertos pela regulação, uma categoria ainda em definição.

Regulação com flexibilidade

Para Osborne, a questão não é se os governos vão regular o setor, mas como vão fazer isso. Ele defendeu a criação de organismos regulatórios com poder real, mas com margem para se adaptar à velocidade do desenvolvimento tecnológico.

“O que sugerimos aos governos é que criem organismos regulatórios poderosos, mas com muita flexibilidade sobre como vão operar no futuro”, disse o executivo.

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A declaração foi feita no contexto do SXSW em Londres, onde a OpenAI tem buscado ampliar sua interlocução com autoridades europeias e britânicas em meio ao avanço da regulação global sobre inteligência artificial.

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