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Goldman Sachs analisou onde a IA está pressionando o mercado de trabalho; veja o que foi encontrado
Publicado 19/08/2026 • 10:45 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 19/08/2026 • 10:45 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Sede da Goldman Sachs
Reprodução: Wikipedia
A inteligência artificial começa a pesar sobre o mercado de trabalho nas principais economias desenvolvidas, com efeitos que variam entre setores e níveis de experiência, segundo o Goldman Sachs.
O banco de investimentos americano constatou em sua pesquisa que setores mais expostos à automação por IA registraram, em geral, crescimento mais lento das vagas abertas desde o segundo semestre de 2022, com uma relação particularmente acentuada na Alemanha, na Austrália e nos Estados Unidos.
O Goldman afirmou, em relatório publicado nesta quarta-feira, que o emprego em serviços de informação e comunicação, entre os setores mais expostos à IA, desacelerou em quase todas as principais economias desenvolvidas desde 2022.
No entanto, o emprego nesses setores permanece próximo ou acima de sua tendência de longo prazo fora dos Estados Unidos.
Ao analisar mais de perto os setores altamente expostos à IA, o Goldman encontrou um padrão semelhante, embora geralmente mais moderado, de pressão sobre o emprego em outros mercados desenvolvidos.
O emprego em call centers, publicação de software, consultoria de gestão e publicidade caiu acentuadamente abaixo de sua tendência histórica nos mercados desenvolvidos, segundo o Goldman.
Os call centers se destacam em particular. O emprego no setor está agora 39% abaixo da tendência nos Estados Unidos, 33% abaixo no Canadá e 27% abaixo na Alemanha, segundo o relatório. O Goldman afirmou que o padrão indica que as pressões da IA sobre o emprego já são visíveis em setores nos quais estão disponíveis ferramentas capazes de automatizar tarefas.
Leia também: Tech Check: Mudança de liderança para era da IA precisa acontecer agora, diz presidente da Korn Ferry
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Siga o Times | CNBCOs efeitos parecem ser mais pronunciados entre aqueles que estão começando suas carreiras.
O Goldman analisou o crescimento do emprego em mais de 800 ocupações e constatou que as pressões relacionadas à IA foram mais fortes entre trabalhadores em início de carreira. Também identificou um efeito negativo adicional, embora menor, entre ocupações consideradas de alto risco de substituição pela IA.
No mercado de trabalho em geral, uma exposição ocupacional de 10% à IA foi associada a uma redução de apenas 0,1 ponto percentual no crescimento anual do número de trabalhadores na França, no Canadá e nos Estados Unidos. Entre trabalhadores em início de carreira, porém, o impacto variou de mais de 0,6 ponto percentual na Austrália a mais de 0,2 ponto percentual nos Estados Unidos.
No geral, o banco de investimentos concluiu que as pressões da IA sobre as contratações já são claramente visíveis nos dados de emprego ao redor do mundo, mas ainda estão concentradas em um conjunto relativamente restrito de setores e trabalhadores.
O impacto no mercado de trabalho ocorre à medida que a adoção da IA se espalha pelas economias desenvolvidas.
O Goldman combinou 11 pesquisas que medem a adoção de IA em diferentes países e constatou que os principais mercados desenvolvidos apresentam taxas de adoção de aproximadamente 15% a 20%.
França, Estados Unidos, Holanda e Reino Unido lideram a adoção de IA, enquanto Itália, Japão e Nova Zelândia estão entre as economias desenvolvidas com as menores taxas de adoção.
Já os principais mercados emergentes apresentaram taxas de adoção estimadas entre 10% e 15%.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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