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Real Tech: Arenas viram plataformas digitais e abrem novas fontes de receita, avalia Igor Lopes
Publicado 26/08/2026 • 14:22 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 26/08/2026 • 14:22 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
A evolução da conectividade em estádios e arenas está transformando esses espaços em plataformas digitais capazes de ampliar a experiência do público e abrir novas fontes de receita, avaliou Igor Lopes, notável do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Segundo Lopes, redes 5G e 5.5G permitem conectar simultaneamente milhares de smartphones, câmeras, catracas, meios de pagamento, sistemas de segurança e equipamentos de transmissão, reduzindo gargalos comuns em eventos de grande público.
“A arena deixa de ser só o local onde o espetáculo acontece e passa a funcionar como uma plataforma digital de fato”, afirmou.
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Para Lopes, o avanço das redes móveis vai além do aumento da velocidade da internet.
A baixa latência e a capacidade de conectar um número maior de dispositivos ao mesmo tempo permitem que diferentes estruturas da arena funcionem de forma integrada, inclusive em momentos de alta concentração de público.
Ele citou o Nubank Park como exemplo dessa transformação no Brasil. Segundo o especialista, a arena combina tecnologia 5.5G, fibra e mais de 700 pontos de Wi-Fi para atender tanto ao público quanto à operação.
Isso inclui desde smartphones dos torcedores até catracas, maquininhas de pagamento, câmeras de segurança e equipamentos usados pelas equipes responsáveis pelas transmissões.
A melhora da conectividade também abre espaço para experiências mais personalizadas.
“O torcedor agora deixa de ser só um espectador para ter mais controle também sobre o que ele vê”, disse Lopes.
Entre as possibilidades citadas por ele estão a escolha de diferentes ângulos de câmera, replays sob a perspectiva do árbitro, imagens em 360 graus e experiências de realidade aumentada.
Na prática, o público poderia, por exemplo, selecionar no próprio dispositivo a câmera que deseja acompanhar, sem depender exclusivamente do corte definido pela transmissão tradicional.
Lopes também destacou o impacto da nova infraestrutura sobre a produção de TV e streaming.
Com redes mais estáveis e maior capacidade de transmissão, câmeras podem operar sem cabos e circular por áreas antes mais difíceis de explorar.
Segundo ele, isso aumenta a mobilidade das equipes e reduz parte da infraestrutura física necessária para a produção de eventos ao vivo.
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Siga o Times | CNBCO resultado pode ser uma cobertura com mais ângulos, maior flexibilidade e possibilidades de transmissão que hoje ainda são limitadas pela conectividade.
Outro avanço está nas experiências digitais voltadas ao público presencial e remoto.
Lopes citou transmissões em 360 graus, realidade aumentada, óculos de realidade estendida e até hologramas como exemplos de recursos que podem se tornar mais viáveis com redes capazes de transmitir grandes volumes de dados em tempo real.
A lógica também permite criar experiências virtuais ligadas aos melhores lugares de uma arena.
O especialista deu como exemplo a possibilidade de várias pessoas acessarem remotamente uma visão equivalente à de um assento privilegiado.
Na avaliação dele, esse tipo de produto pode gerar novas possibilidades de monetização.
A conectividade mais avançada também pode reduzir falhas em serviços essenciais dentro das arenas.
Lopes explicou que uma das ferramentas disponíveis é o chamado network slicing, que permite dividir virtualmente a rede e reservar capacidade específica para diferentes funções.
Uma parte pode ser destinada às catracas, outra aos sistemas de segurança e outra às maquininhas de pagamento, por exemplo.
Assim, mesmo que milhares de pessoas estejam enviando fotos e vídeos ao mesmo tempo, serviços essenciais podem manter uma conexão dedicada.
Para Lopes, a transformação tecnológica das arenas cria espaço para modelos de negócio que vão além da venda tradicional de ingressos.
Experiências digitais, transmissões personalizadas e acessos virtuais a posições privilegiadas podem se tornar produtos comerciais adicionais.
“O maior diferencial da arena do futuro vai estar justamente no que o público não vê”, afirmou Lopes.
Segundo ele, a infraestrutura instalada nos bastidores será responsável por conectar pessoas, equipamentos e dados em tempo real e transformar essa conectividade em novas experiências e receitas.
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