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Real Tech: Corrida da IA torna infraestrutura novo diferencial competitivo, diz Igor Lopes

Publicado 15/07/2026 • 16:45 | Atualizado há 48 minutos

KEY POINTS

  • A expansão da inteligência artificial acelera a demanda por data centers, energia e chips, tornando a infraestrutura um fator decisivo para a competitividade, afirma Igor Lopes.
  • Além dos chips, limitações de energia, memória, refrigeração e licenciamento ambiental já desafiam o crescimento dos data centers.
  • Para o notável do Times Brasil, o Brasil pode transformar sua matriz energética limpa em vantagem para atrair novos investimentos.

A infraestrutura necessária para sustentar o avanço da inteligência artificial passou a ser o principal diferencial competitivo da nova economia digital, afirmou nesta quarta-feira (15) Igor Lopes, notável do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, durante a coluna Real Tech.

“Se no passado a infraestrutura estratégica foi o petróleo, as ferrovias e as rodovias, hoje estamos falando de data centers, energia, fibra óptica e chips de alto desempenho. Quem construir essa infraestrutura primeiro vai dominar o meio de produção e ganhar a corrida da inteligência artificial”, afirmou.

Corrida por infraestrutura

Segundo Igor Lopes, um estudo da McKinsey projeta que a demanda global por capacidade de data centers crescerá entre 19% e 22% ao ano até 2030, elevando a capacidade instalada de aproximadamente 60 GW para até 219 GW.

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O especialista destacou que cerca de 70% dessa expansão será impulsionada exclusivamente pelo avanço da inteligência artificial, exigindo mais de US$ 5 trilhões (R$ 25,45 trilhões) em investimentos em infraestrutura até o fim da década.

“Quem conseguir construir essa infraestrutura primeiro terá vantagem competitiva não apenas em tecnologia, mas também em produtividade, pesquisa e desenvolvimento econômico”, disse.

Novos gargalos

Para Igor, embora a oferta de chips ainda represente um desafio, ela deixou de ser o único obstáculo para a expansão dos data centers.

Ele citou a escassez de memórias, a disponibilidade de energia elétrica, a conexão às redes, os sistemas de refrigeração e o licenciamento ambiental como novos fatores limitantes para o setor.

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“Você pode comprar milhares de GPUs da Nvidia, mas, se não houver energia disponível, conexão à rede elétrica ou licença ambiental, esse data center simplesmente não entra em operação”, explicou.

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O comentarista acrescentou que fabricantes vêm respondendo a esse cenário com equipamentos muito mais eficientes.

“O mesmo rack que há cinco anos realizava uma determinada quantidade de cálculos hoje consegue processar dezenas de vezes mais operações por segundo, consumindo menos energia e utilizando sistemas de refrigeração muito mais eficientes”, afirmou.

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Sustentabilidade

Questionado sobre o impacto ambiental da expansão dos data centers, Igor Lopes disse que as grandes empresas de tecnologia têm ampliado os investimentos em fontes renováveis e em soluções para reduzir o consumo de água e energia.

Segundo ele, empresas como Google, Microsoft, Amazon e Equinix já utilizam energia limpa e tecnologias que tornam o resfriamento das máquinas significativamente mais eficiente.

“Hoje o resfriamento é feito na máquina, não no ambiente inteiro. Além disso, muitos data centers operam com circuitos fechados de água e sistemas inteligentes que reduzem bastante o consumo energético”, destacou.

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Para o notável do Times Brasil, o Brasil reúne condições para aproveitar essa transformação devido à predominância de fontes renováveis em sua matriz elétrica.

“Com uma matriz energética muito mais limpa que a dos Estados Unidos e da Europa, o Brasil deveria aproveitar essa vantagem competitiva para criar incentivos e atrair mais data centers para o país”, concluiu.

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