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I.A liberada: EUA recuam e destravam o Claude em meio à disputa global; saiba motivo
Publicado 02/07/2026 • 11:59 | Atualizado há 1 hora
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Anthropic: governo Trump remove restrições de exportação do Claude Fable 5 e do Mythos 5
Publicado 02/07/2026 • 11:59 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: Anthropic
I.A liberada: EUA recuam e destravam o Claude em meio à disputa global
As restrições impostas pelos Estados Unidos aos modelos de inteligência artificial Claude Fable 5 e Mythos 5 foram suspensas nesta semana, encerrando um impasse entre o governo americano e a Anthropic.
A decisão foi anunciada após negociações com o Departamento de Comércio dos EUA e ocorre em um momento de crescente competição global no setor, especialmente diante do avanço de modelos de código aberto desenvolvidos na China.
Ao mesmo tempo em que recupera o acesso aos seus sistemas, a empresa acelera investimentos em infraestrutura e amplia a construção de data centers na região da Ásia-Pacífico para sustentar o crescimento da demanda.
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A Anthropic informou que o Departamento de Comércio revogou as restrições de exportação que haviam interrompido o acesso aos modelos Claude Fable 5 e Mythos 5 em meados de junho.
A suspensão havia sido determinada por razões ligadas à segurança nacional. A medida impedia o uso dos modelos por cidadãos estrangeiros, mesmo quando trabalhavam para a própria Anthropic dentro dos Estados Unidos.
Leia também: Anthropic: governo Trump remove restrições de exportação do Claude Fable 5 e do Mythos
Depois de conversas entre a empresa e o governo americano, o secretário de Comércio, Howard Lutnick, autorizou a retomada do acesso para parceiros considerados confiáveis.
Segundo a Anthropic, as exigências de segurança foram atendidas e o restabelecimento do Claude Fable 5 começou nesta quarta-feira.
O bloqueio gerou preocupação dentro da indústria de tecnologia. Executivos e investidores avaliaram que a restrição poderia enfraquecer a posição das empresas americanas justamente em um momento de avanço acelerado da inteligência artificial chinesa.
Nos últimos meses, modelos de código aberto desenvolvidos na China passaram a oferecer alternativas mais baratas e competitivas, aumentando a disputa pelo mercado global de IA.
Para parte do setor, limitar o acesso às tecnologias americanas poderia beneficiar concorrentes estrangeiros.
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O recuo do governo dos Estados Unidos sinaliza uma tentativa de equilibrar as preocupações com segurança nacional e a necessidade de manter a liderança do país em inteligência artificial.
Enquanto solucionava o impasse regulatório, a Anthropic também intensificou seus investimentos em infraestrutura para atender ao aumento da procura por seus serviços.
A empresa abriu 13 vagas na área responsável pela operação de data centers. Oito dessas oportunidades estão concentradas na Austrália e no Japão, mercados escolhidos para ampliar a capacidade computacional na região da Ásia-Pacífico.
No Japão, as contratações incluem profissionais para negociação de novos centros de dados e engenharia elétrica. Já na Austrália, a maior parte das vagas está voltada para engenharia e operação de instalações.
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Siga o Times | CNBCA empresa também havia iniciado anteriormente processos de contratação para expansão na Europa e anunciou diversos acordos para novos data centers nos Estados Unidos.
A Anthropic afirma que a rápida expansão de sua base de usuários aumentou a pressão sobre sua infraestrutura tecnológica.
Segundo a empresa, o crescimento acelerado dos produtos voltados ao consumidor afetou o desempenho e a confiabilidade dos serviços, tornando necessária uma expansão significativa da capacidade computacional.
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Como parte desse plano, uma das vagas abertas na Austrália menciona projetos para aquisição de centenas de megawatts de energia destinados à operação dos futuros centros de dados.
A Austrália aparece como um dos principais destinos para a expansão da infraestrutura da Anthropic devido à disponibilidade de áreas para construção, potencial de geração de energia renovável e estabilidade política.
Outro fator considerado estratégico é a participação do país na aliança de inteligência Five Eyes, formada por Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Austrália e Nova Zelândia. Esse ambiente é visto como mais seguro para armazenar tecnologias consideradas sensíveis.
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Apesar das vantagens, especialistas apontam que a legislação australiana sobre direitos autorais ainda representa um desafio para empresas de inteligência artificial que utilizam conteúdos protegidos no treinamento de modelos.
O Japão também passou a ocupar posição de destaque na estratégia da Anthropic. O país oferece uma rede elétrica confiável, infraestrutura avançada de internet, conexões internacionais por cabos submarinos e mão de obra especializada.
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Além disso, o governo japonês vem incentivando investimentos em inteligência artificial. Grandes empresas do setor anunciaram recentemente projetos bilionários para ampliar a infraestrutura tecnológica no país.
Mesmo com o avanço dos investimentos, garantir fornecimento de energia suficiente passou a ser uma das maiores dificuldades para novos data centers.
Especialistas avaliam que, em diversos mercados da Ásia-Pacífico, conseguir acesso à rede elétrica já se tornou um obstáculo maior do que encontrar terrenos, financiamento ou obter licenças para construção.
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A busca por energia em larga escala deverá continuar sendo um dos fatores que definirão onde as grandes empresas de inteligência artificial, como a dona da Claude, instalarão seus próximos centros de processamento nos próximos anos.
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