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‘IA não ameaça a cultura’, diz presidente da Fundação Itaú em entrevista exclusiva
Publicado 16/03/2026 • 22:09 | Atualizado há 1 mês
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Publicado 16/03/2026 • 22:09 | Atualizado há 1 mês
KEY POINTS
A expansão da inteligência artificial está redesenhando a forma como histórias são criadas e consumidas – para a cultura, o maior risco não é a tecnologia em si, mas a falta de adaptação a esse novo cenário. A avaliação é de Eduardo Saron, presidente da Fundação Itaú, que participou do SXSW (South by Southwest), maior evento global de inovação, tecnologia e criatividade, realizado em Austin, nos Estados Unidos.
Para Saron, a inteligência artificial deve ser entendida como uma transformação estrutural – comparável à eletricidade ou à internet – e não apenas como uma ferramenta tecnológica. “O principal risco é não compreender que a IA tem um papel predominante na construção de narrativas. Quando a cultura vira as costas para isso, é o primeiro passo para perder espaço”, afirmou, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC nesta segunda-feira (16), no Texas.
Segundo ele, a tecnologia altera profundamente as relações humanas e, por isso, exige uma resposta ativa do setor cultural. “Ela não é só uma ferramenta, é uma tecnologia de propósito geral, que muda a forma como a gente se relaciona”, disse.
Ao mesmo tempo, Saron avalia que o avanço da inteligência artificial tende a reforçar a importância da cultura, justamente por seu papel de promover conexão entre as pessoas. “A cultura proporciona encontro, presença, relação com o outro – e isso é algo que a tecnologia não substitui”, afirmou.
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Na visão do executivo, o crescimento de um ambiente cada vez mais mediado por algoritmos pode ampliar o distanciamento humano – e é justamente nesse ponto que a cultura ganha relevância. “Quando o mundo sintético avança, existe o risco da ausência, do distanciamento. A cultura faz o contrário: aproxima, cria vínculo, cria presença”, disse.
Saron também destacou que o Brasil tem potencial para se consolidar como protagonista na economia criativa global, mas ainda precisa reconhecer o peso econômico do setor. “O Brasil está muito preparado, mas precisa ter consciência de que a economia criativa é um dos maiores fatores de geração de emprego e renda”, afirmou.
Segundo ele, o segmento já representa 3,11% do Produto Interno Bruto (PIB), superando setores tradicionais. “É maior do que a indústria automobilística. Quando entendemos isso, passamos a olhar para a cultura também como estratégia de desenvolvimento econômico”, apontou.
Para o presidente da Fundação Itaú, a diversidade cultural brasileira é um dos principais ativos do país nesse cenário global. “A arte e a cultura nos dão um diferencial competitivo que poucos países têm: a diversidade.”
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Ele também defendeu que o avanço tecnológico deve ser acompanhado por políticas que valorizem a formação integral, incluindo cultura, esporte e arte. “Não basta só mais matemática ou ciência. É preciso mais cultura, mais arte, mais esporte – tudo que reforça a presença humana”, disse.
Durante o SXSW, Saron destacou ainda a forte presença brasileira no evento, tanto em público quanto em iniciativas organizadas por estados e instituições. “É impressionante como você ouve português em todos os lugares. E mais do que isso, há um interesse crescente de estrangeiros em entender o Brasil”, afirmou.
Para ele, esse movimento reforça o papel do país como um potencial catalisador global na economia criativa. “O Brasil atrai atenção não só pela presença, mas pela capacidade de gerar conexões e narrativas relevantes”, concluiu.
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