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Muse, da Meta, supera ChatGPT, Grok e Claude em downloads após o lançamento
Publicado 21/09/2026 • 16:01 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 21/09/2026 • 16:01 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Reprodução
A ferramenta de agente pessoal de IA Muse, da Meta, foi lançada há pouco menos de duas semanas e já chegou ao topo da App Store.
O aplicativo da gigante das redes sociais aparece atualmente à frente de serviços populares como ChatGPT, Polymarket e Kashi na lista de aplicativos gratuitos mais baixados para iPhone nos Estados Unidos, segundo dados divulgados nesta segunda-feira. O Muse também supera concorrentes de IA como Claude, da Anthropic, e Grok, da xAI, além do próprio Meta AI, da empresa dona do Facebook.
O Muse ultrapassou o ChatGPT e assumiu a liderança entre os aplicativos gratuitos para iOS nos EUA na sexta-feira. Segundo a empresa de análise Sensor Tower, o app somou 730 mil downloads nos cerca de cinco primeiros dias após seu lançamento, em 8 de setembro.
No mesmo período após o lançamento, o Muse também registrou mais downloads do que ChatGPT, Claude e Grok, de acordo com a Sensor Tower. A empresa ressalva, porém, que os aplicativos foram lançados em momentos diferentes nas plataformas da Apple e do Google, o que pode afetar a comparação dos números.
A Meta apresenta o Muse como uma ferramenta que permite aos usuários gerenciar e dar instruções a assistentes digitais capazes de executar uma série de tarefas na internet, como preencher formulários e organizar caixas de entrada de e-mail. Desenvolvido com a família de modelos de IA Muse Spark, o aplicativo representa uma das principais apostas do CEO Mark Zuckerberg no mercado de agentes de IA, um segmento que ganhou força entre desenvolvedores e entusiastas de tecnologia no início deste ano, impulsionado em parte pela ferramenta de código aberto OpenClaw.
“Acho que, até agora, a maioria dos casos de uso de agentes não era realmente voltada para o público em geral”, disse a analista da Bernstein, Stacy Rasgon, à CNBC durante uma entrevista ao programa “Squawk on the Street” nesta segunda-feira. “Agora temos o Muse, da Meta, e outros agentes surgindo que talvez estejam começando a mostrar potencial para uma adoção mais ampla.”
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Siga o Times | CNBCO entusiasmo em torno do Muse também se refletiu nas ações da Meta, que subiram mais de 11% nesta segunda-feira.
O Muse pode ser usado gratuitamente, mas a Meta também oferece planos de assinatura mensal de US$ 20 (R$ 102,20) e US$ 100 (R$ 511,00), dependendo do nível de uso. A estratégia abre uma possível nova fonte de receita para a empresa, baseada em agentes de IA e menos dependente de seu principal negócio, a publicidade online.
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A estreia do Muse, porém, acontece em um momento de preocupação crescente com os riscos de segurança e cibersegurança associados à IA, que vêm causando impacto na indústria de tecnologia nas últimas semanas. A Meta também concordou recentemente em pagar cerca de US$ 17 bilhões (R$ 86,87 bilhões) para encerrar um processo movido por uma coalizão de procuradores-gerais estaduais, que acusava a empresa de minimizar os danos que aplicativos como Facebook e Instagram poderiam causar a crianças e adolescentes.
Ainda não está claro se o Muse conseguirá manter o ritmo. Outros serviços de IA já passaram por períodos semelhantes de crescimento explosivo logo após o lançamento, mas perderam força com o tempo. Entre os exemplos estão o Sora, da OpenAI, e o Vibes, ferramenta de geração de vídeos com IA da própria Meta, que ajudou a impulsionar os downloads do aplicativo Meta AI quando ele foi lançado, em setembro do ano passado.
“Eles se preocupam com segurança. Não sei até que ponto se preocupam com privacidade”, disse Rasgon, referindo-se à possibilidade de que a grande quantidade de dados pessoais coletados pelo Muse possa acabar trazendo problemas para a Meta no longo prazo.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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