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Companhias aéreas confirmam ameaças falsas de bomba após alertas atingirem 12 voos na Europa
Publicado 05/11/2026 • 08:30 | Atualizado há 4 minutos
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Publicado 05/11/2026 • 08:30 | Atualizado há 4 minutos
KEY POINTS
As ameaças de bomba que atingiram voos comerciais na Europa nesta quinta-feira (05), começaram a ser descartadas após inspeções de segurança não identificarem explosivos nas aeronaves verificadas. A companhia aérea Finnair confirmou que dois de seus aviões receberam alertas considerados infundados ou falsos, enquanto autoridades da Itália e da República Tcheca também divulgaram resultados negativos nas buscas.
Ao todo, pelo menos 12 voos foram afetados por uma sequência de ameaças enviadas por e-mail, com informações sobre supostos artefatos explosivos a bordo. Os alertas provocaram alterações de rotas, pousos preventivos e o acionamento de forças militares em diferentes regiões do continente.
Apesar de as primeiras verificações não terem confirmado a existência de bombas, as autoridades abriram investigações para identificar os responsáveis pelas mensagens e determinar se os episódios estão relacionados.
Segundo informações publicadas pelo jornal britânico The Guardian, a Finnair confirmou que duas de suas aeronaves foram alvo de ameaças consideradas falsas. Em comunicado ao veículo, a companhia informou que os aviões chegaram aos destinos previstos sem incidentes e que os passageiros desembarcaram em segurança.
Os alertas envolveram o voo AY1761, que partiu de Helsinque, na Finlândia, com destino a Roma, na Itália, transportando 144 passageiros e sete tripulantes, e o voo AY1471, que seguia da capital finlandesa para Viena, na Áustria, com 177 passageiros e seis integrantes da tripulação.
“Ambos os voos pousaram em segurança em seus destinos e os passageiros desembarcaram das aeronaves”, declarou a Finnair.
A companhia explicou que mantém procedimentos específicos para analisar qualquer comunicação relacionada à segurança de suas operações, independentemente de haver indícios de que a ameaça seja verdadeira.
“A segurança da aviação é a nossa principal prioridade e levamos todas as ameaças potenciais muito a sério, avaliando cada situação cuidadosamente e também trabalhando com as autoridades locais”, afirmou a empresa.
A Finnair acrescentou que outras companhias aéreas europeias também receberam ameaças semelhantes durante a semana e destacou que esses alertas quase sempre se mostram infundados.
Leia também: Alertas de bomba atingem voos na França, Itália e Bulgária; caças são acionados
Na Itália, a administradora do Aeroporto Internacional de Fiumicino, Aeroporti di Roma (ADR), confirmou que não foram encontrados explosivos durante as verificações realizadas após uma ameaça contra uma aeronave da Finnair procedente de Helsinque.
“Todas as operações de verificação e liberação foram concluídas com resultados negativos, sem qualquer impacto nas operações normais do aeroporto”, informou a operadora em comunicado.
O alerta também provocou a mobilização da Força Aérea italiana, que enviou caças para acompanhar o avião comercial até o pouso na capital.
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Siga o Times | CNBCNa República Tcheca, quatro aviões que receberam ameaças de bomba antes de pousarem no Aeroporto de Praga passaram por inspeções especializadas. A polícia checa confirmou que nenhum artefato explosivo foi identificado durante os procedimentos.
“As medidas de segurança no Aeroporto de Praga acabaram de ser concluídas, com as inspeções pirotécnicas apresentando resultados negativos”, informou a corporação.
A investigação passou a ser conduzida pelo Centro Nacional de Combate ao Terrorismo, Extremismo e Crimes Cibernéticos (NCTEKK), unidade especializada da polícia do país. “A investigação das ameaças foi assumida pela NCTEKK e, neste momento, não é possível fornecer mais informações”, acrescentaram as autoridades.
Um dos episódios de maior mobilização ocorreu no espaço aéreo francês, durante um voo da Aer Lingus entre Dublin, na Irlanda, e Roma. O Airbus A320, que transportava 151 passageiros e seis tripulantes, declarou emergência após um alerta de bomba.
A Força Aérea francesa enviou um caça Rafale para interceptar e escoltar a aeronave até a base militar de Évreux, na região da Normandia. Após o pouso, os ocupantes foram evacuados para permitir que equipes especializadas realizassem uma inspeção em busca de possíveis explosivos.
A sequência de alertas também afetou operações aéreas na Bulgária, Bélgica e Áustria. Três voos da Ryanair que tinham a Bulgária como destino precisaram alterar suas rotas. Dois realizaram pousos de emergência em Sófia, enquanto o terceiro aterrissou em Plovdiv.
Na Bélgica, uma aeronave da companhia LOT que seguia para Bruxelas realizou um pouso preventivo. Outro incidente envolveu um avião da Wizz Air, que foi desviado para Viena, na Áustria. As mudanças foram determinadas como medidas de precaução diante das informações recebidas pelas autoridades de segurança e controle do tráfego aéreo.
A quantidade de ameaças registradas em um curto intervalo e a semelhança entre as mensagens levantaram suspeitas de que os episódios possam estar relacionados. Órgãos de defesa e inteligência europeus analisam a possibilidade de uma ação coordenada para prejudicar o funcionamento do transporte aéreo e avaliar a capacidade de resposta das autoridades.
Entre as hipóteses consideradas está a de uma operação de guerra híbrida, estratégia que pode envolver o uso de ameaças digitais para provocar instabilidade em serviços e estruturas estratégicas, sem necessariamente executar ataques físicos.
Investigações cibernéticas foram abertas para rastrear os servidores utilizados no envio dos e-mails e identificar os possíveis responsáveis.
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