Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Entidades criticam manutenção da taxa de juros; comércio vê cautela como necessária
Publicado 04/11/2026 • 22:42 | Atualizado há 7 minutos
O que os bilionários de Wall Street estão dizendo sobre a vitória esmagadora dos democratas nas eleições de meio de mandato
Trump fala sobre salão de festas da Casa Branca enquanto Vance atribui derrota republicana à guerra contra o Irã
Empresas hyperscalers e Apple disparam após resultados eleitorais eliminarem incerteza dos investidores
Bilionários da tecnologia sofrem com a vitória esmagadora dos democratas sobre os republicanos
Eleições nos EUA: primeiras urnas fecham enquanto o controle da Câmara e do Senado permanece indefinido
Publicado 04/11/2026 • 22:42 | Atualizado há 7 minutos
KEY POINTS
Foto: Arquivo Nacional
A manutenção da Selic em 13,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) nesta quarta-feira (4) provocou críticas de entidades da indústria, que apontaram impactos dos juros elevados sobre crédito, investimentos e atividade econômica. A FecomercioSP, por outro lado, considerou a pausa nos cortes uma decisão prudente diante da piora do cenário inflacionário e fiscal.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) classificou a decisão como “equivocada e excessivamente conservadora”. Para a entidade, manter os juros nesse nível prolonga o crédito caro e impõe custos adicionais a empresas e famílias. O presidente da CNI, Ricardo Alban, defendeu que o Banco Central retome os cortes já na reunião de dezembro.
“A Selic permanece muito alta e isso afeta crédito, investimentos e a atividade econômica”, afirmou Alban. Segundo ele, apesar da piora recente das expectativas de inflação, ainda haveria espaço para reduzir os juros sem comprometer a convergência dos preços à meta.
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) também criticou a decisão. Em nota assinada pelo presidente Paulo Skaf, a entidade afirmou que o nível dos juros representa um aperto excessivo e que, “na prática, a autoridade monetária pune quem produz e consome”.
A Fiesp destacou ainda que o custo do crédito para empresas e empreendedores permanece próximo de 30% ao ano, dificultando novos investimentos, e defendeu uma readequação das políticas monetária e fiscal.
A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) considerou equivocada a interrupção do ciclo de cortes e afirmou que a manutenção da Selic posterga o alívio necessário para uma economia que já apresenta baixo dinamismo industrial.
Segundo a Firjan, os juros elevados seguem inibindo investimentos e reduzindo a competitividade das empresas, especialmente na indústria de transformação. A entidade também relacionou a possibilidade de novos cortes ao avanço da agenda fiscal e de reformas estruturais.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCA Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) adotou avaliação semelhante. Para a entidade, o atual nível dos juros dificulta a retomada dos investimentos e compromete a competitividade da indústria.
“A falta de consistência na condução fiscal impõe custos elevados à economia. Com juros altos por mais tempo, o crédito fica mais caro, os investimentos são adiados e a indústria perde capacidade de crescer e competir”, afirmou o presidente da Fiemg, Flávio Roscoe.
A Associação Paulista de Supermercados (Apas) também criticou a manutenção. O economista-chefe da entidade, Felipe Queiroz, afirmou que juros elevados restringem o consumo e os investimentos e afetam comércio, serviços e indústria.
Na direção oposta, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) avaliou que a manutenção da Selic era a decisão mais prudente diante das incertezas fiscais, da pressão sobre o câmbio e da deterioração das expectativas de inflação.
A entidade afirmou que, embora juros menores sejam desejáveis para estimular investimentos e reduzir o custo do crédito, o cenário atual não oferecia condições seguras para um novo corte.
Para a FecomercioSP, reduzir a Selic neste momento poderia aumentar a pressão sobre o dólar e os juros de longo prazo. A federação defendeu ainda medidas de contenção das despesas públicas e estabilização da dívida como condição para uma trajetória sustentável de queda dos juros.
O Copom manteve a Selic em 13,75% por unanimidade e interrompeu uma sequência de cinco cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual. No comunicado, o Banco Central destacou a piora das expectativas de inflação, o ambiente externo mais adverso e a necessidade de manter cautela na condução da política monetária.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Após negociação com Lula, Alcolumbre garante cargos de direção no Banco do Brasil para aliados
2
Crise em banco ligado ao presidente do Paraguai derruba chefe do BC e deixa 3 milhões de clientes sem acesso ao dinheiro
3
Eleições nos EUA: democratas vencem, conquistam Congresso e impõem derrota a Trump
4
Trump perde o Congresso após vitória dos democratas nas eleições dos EUA; veja as consequências
5
Binance: Coreia do Norte nega roubo de US$ 6 bilhões em criptomoedas