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O que está por trás das compras de Trump em Apple, Nvidia e outras big techs?
Publicado 03/07/2026 • 16:15 | Atualizado há 11 minutos
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Publicado 03/07/2026 • 16:15 | Atualizado há 11 minutos
KEY POINTS
Foto: Daniel Torok/White House via Fotos Públicas
O que está por trás das compras de Trump em Apple, Nvidia e outras big techs?
As compras de ações realizadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em empresas como Apple, Nvidia, Amazon, Microsoft e Alphabet chamaram atenção pelo momento em que ocorreram.
As aquisições aconteceram durante uma forte queda das bolsas americanas, provocada pelo anúncio de novas tarifas sobre importações feito pelo próprio Trump dias antes. O mercado reagia às incertezas geradas pela medida. Pouco depois, no entanto, o presidente recuou parcialmente das tarifas, o que impulsionou uma recuperação expressiva das bolsas.
A sequência dos acontecimentos veio à tona após a divulgação da declaração anual de patrimônio do presidente, analisada pela CNBC. O documento mostra que Trump realizou centenas de compras de ações em 8 de abril de 2025, justamente quando o mercado atravessava um dos períodos mais turbulentos do ano.
Embora instituições financeiras independentes administrem os investimentos de Trump, segundo a Casa Branca, o episódio reacendeu o debate sobre a influência das decisões presidenciais nos mercados financeiros.
Trump realizou 327 compras de ações em 8 de abril de 2025. O número representa mais de cinco vezes a média diária de operações registradas ao longo do ano.
Investidores ainda reagiam ao anúncio do plano de tarifas apresentado em 2 de abril, data que o presidente chamou de “Dia da Libertação”. Desde então, a medida provocou quatro sessões consecutivas de queda em Wall Street.
Nesse período, o S&P 500 acumulou perdas superiores a 12% e encerrou o pregão de 8 de abril abaixo dos 5.000 pontos, aproximando-se de um bear market. Nesse sentido Trump concentrou parte das compras em empresas de tecnologia que haviam sido fortemente pressionadas pelas incertezas em torno das tarifas.
A declaração financeira informa que Trump comprou entre US$ 100 mil e US$ 250 mil em ações da Apple, Alphabet, Amazon, Microsoft e Nvidia.
As cinco empresas integram o grupo conhecido como “Magnificent Seven”, formado pelas gigantes da tecnologia que impulsionaram a Bolsa americana nos últimos anos. Além disso, essas companhias estavam entre as mais afetadas pelas preocupações dos investidores, que temiam impactos das novas tarifas sobre os custos de produção e as cadeias globais de fornecimento.
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Siga o Times | CNBCNa manhã de 9 de abril, Trump publicou na Truth Social a mensagem: “THIS IS A GREAT TIME TO BUY!!!” (“ESTE É UM ÓTIMO MOMENTO PARA COMPRAR!!!”). Horas depois, o presidente anunciou que voltaria atrás em parte das tarifas divulgadas uma semana antes.
A reação do mercado foi imediata. O S&P 500 avançou cerca de 9,5% naquela sessão, registrando um dos maiores ganhos diários de sua história.
As ações das empresas compradas por Trump também reagiram. A Apple, por exemplo, subiu mais de 15% no pregão seguinte, registrando seu melhor desempenho diário desde 1998. Já a Nvidia avançou quase 19% na mesma sessão, recuperando quase um quinto de seu valor de mercado em apenas um dia.
Após a divulgação da declaração patrimonial, a Casa Branca afirmou que todos os ativos do presidente são administrados por instituições financeiras independentes.
A porta-voz Anna Kelly declarou que Trump acumulou seu patrimônio antes de assumir a Presidência e que seus investimentos permanecem em contas de gestão totalmente discricionária. Além disso o presidente também afirmou a jornalistas que não participa da administração de sua carteira de investimentos.
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A sequência dos acontecimentos repercutiu entre investidores, principalmente em comunidades como o WallStreetBets, no Reddit.
Enquanto alguns usuários comemoraram ter comprado ações antes da recuperação das bolsas, outros questionaram o momento das operações e levantaram suspeitas sobre uma possível influência das decisões presidenciais no mercado.
Apesar da repercussão, a reportagem destaca que Trump não foi formalmente acusado de qualquer irregularidade relacionada às operações descritas em sua declaração financeira.
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