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Dirigente do Fed mantém possibilidade de alta dos juros diante da pressão inflacionária
Publicado 30/06/2026 • 19:15 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 30/06/2026 • 19:15 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
A possibilidade de uma nova alta dos juros nos Estados Unidos continua no radar do Federal Reserve (Fed) diante da persistência da inflação acima da meta, afirmou nesta terça-feira (30) a presidente do Fed de Cleveland, Beth Hammack. Embora tenha evitado antecipar a decisão da próxima reunião da autoridade monetária, ela ressaltou que o cenário ainda exige cautela por parte dos dirigentes.
“Vamos para a reunião de julho de mente aberta, sem antecipar qualquer resultado”, disse Hammack, em entrevista à CNBC.
Segundo a dirigente, a inflação permanece elevada mesmo após anos de aperto monetário, enquanto o mercado de trabalho segue próximo do pleno emprego.
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Ela destacou que a pressão sobre os preços vai além das oscilações do petróleo e alcança também o núcleo da inflação, indicador que desconsidera itens mais voláteis, como alimentos e energia.
“Não se trata apenas de uma questão de energia, mas também de investimento em inteligência artificial (IA)”, afirmou.
Para Hammack, a força do consumo também será um fator decisivo na avaliação da política monetária.
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Segundo ela, caso os gastos das famílias continuem resilientes, o atual nível dos juros pode não ser suficiente para reduzir a inflação ao objetivo perseguido pelo banco central.
“Se os dados do consumo se mantiverem sólidos, a política do Fed pode não ser restritiva o suficiente”, disse.
Apesar de defender uma postura firme no combate à inflação, a presidente do Fed de Cleveland reconheceu que novos aumentos dos juros também podem afetar a atividade econômica.
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Na avaliação de Hammack, os efeitos mais evidentes da política monetária restritiva aparecem atualmente no mercado imobiliário, enquanto outros setores da economia ainda demonstram resiliência.
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