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Ações da Seagate caem 8% após CEO dizer que construir novas fábricas ‘levaria tempo demais’
Publicado 18/05/2026 • 17:07 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 18/05/2026 • 17:07 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
As ações da fabricante de chips de memória Seagate caíram mais de 8% nesta segunda-feira (18), liderando uma forte venda no setor após declarações do CEO Dave Mosley aumentarem preocupações sobre a capacidade da empresa de atender à demanda crescente impulsionada pela expansão da inteligência artificial.
Os comentários de Mosley ocorreram durante uma conferência do JPMorgan, quando ele foi questionado sobre o que seria necessário para ampliar a capacidade de produção nas fábricas da companhia.
“Se tirássemos as equipes e começássemos a construir novas fábricas ou instalar novas máquinas, isso levaria tempo demais”, afirmou Mosley. “Você acabaria com mais capacidade, mas reduziria o ritmo de crescimento dessa tecnologia”, acrescentou.
Leia também: Seagate reporta crescimento de 30,6% na receita do 3º trimestre fiscal de 2025
As ações da Micron recuaram cerca de 5%, enquanto os papéis da SanDisk e da Western Digital Corporation operavam em queda próxima de 7%.
As empresas do setor de memória vinham registrando forte valorização nos últimos meses devido à explosão de investimentos em inteligência artificial, que elevou significativamente a demanda por chips usados na expansão de data centers.
Os chips de memória são considerados peças-chave para a infraestrutura necessária ao avanço da inteligência artificial.
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Siga o Times | CNBCOs ciclos de produção de semicondutores costumam levar vários trimestres para uma única unidade produtiva, aumentando a preocupação dos investidores sobre por quanto tempo as fabricantes conseguirão acompanhar a demanda crescente.
Leia também: Boom e queda das ações de empresas de memória chegam ao fim com avanço da IA
O texto destaca ainda que o CME Group está lançando um novo mercado futuro para semicondutores, permitindo que operadores travem preços e façam proteção contra a alta dos custos de computação.
Durante a conferência desta segunda-feira, Mosley também comentou os “prazos muito longos” de produção e a necessidade de manter previsibilidade para os clientes da empresa.
“Nós sabemos o que será produzido daqui a um ano”, afirmou. “Dissemos aos clientes: ‘Se vocês querem planejar isso muito bem para os data centers, nós sabemos o que está vindo. Vocês podem comprar esses produtos até determinado período’”, acrescentou.
Segundo o executivo, a companhia busca manter uma visibilidade sólida de quatro a cinco trimestres sobre a produção planejada, mas reconheceu que “a demanda está significativamente acima disso”.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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