Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Reunião de Trump com líderes de tecnologia deixa segurança da IA mais incerta do que nunca
Publicado 30/09/2026 • 11:22 | Atualizado há 1 hora
OpenAI é processada por ciberataque de IA contra a Hugging Face
OpenAI DevDay: o laboratório de IA lança os agentes Dots; Altman e Friar comentam sobre o IPO
Dow Jones recua pelo segundo dia seguido com alta nos rendimentos dos Treasuries
Restrições dos EUA a importações do Canadá entram em vigor; veja produtos barrados
Oura, fabricante de anéis inteligentes, adia IPO devido à ‘incerteza’ no mercado
Publicado 30/09/2026 • 11:22 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: Unsplash
Após o almoço de Trump com líderes de empresas de IA, companhias do setor estão exatamente onde estavam antes: fiscalizando a si mesmas.
Após o almoço do presidente Donald Trump com líderes de empresas de inteligência artificial na terça-feira, as principais companhias do setor estão exatamente onde estavam antes: fiscalizando a si mesmas.
Trump recebeu altos executivos de Alphabet, Meta, SpaceX, Nvidia, Palantir, Anthropic e OpenAI, entre outras empresas, após três semanas em que a segurança da IA se tornou tema de um intenso debate nacional. Nesse período, pesquisadores e executivos de destaque do setor alertaram para as ameaças extremas representadas pelos modelos mais avançados.
Embora as preocupações manifestadas neste mês por nomes como o CEO da Anthropic, Dario Amodei, tenham levado diversos formuladores de políticas públicas e especialistas do setor a defender uma regulamentação governamental, Trump tem se oposto firmemente a essas medidas e classificado os temores relacionados à IA como uma “farsa”.
Na terça-feira, Trump levou os líderes do setor à Casa Branca para assinar um documento de duas páginas, que compartilhou em sua conta na Truth Social. O texto recebeu o título de “Acordo da Casa Branca sobre Superinteligência: Compromisso Conjunto com Responsabilidades de Fronteira”.
O documento afirma que o grupo acredita que “cada empresa é responsável por desenvolver sua própria tecnologia com segurança e de uma forma que gere confiança entre clientes e o público”. Entre os signatários estavam algumas das mesmas pessoas que vêm insistindo que, sem um esforço coordenado de segurança, não é possível confiar em suas tecnologias.
“Duas semanas atrás, vimos praticamente todos esses mesmos CEOs dizerem que deveriam ser regulados”, afirmou Bradley Tusk, CEO da Tusk Ventures, em entrevista à CNBC no programa “Closing Bell Overtime” na terça-feira. “Não é porque eles acreditam fundamentalmente no poder do Estado. Eles querem algo que crie um equilíbrio entre eles.”
Os quatro pontos de ação do documento determinam que cada empresa estabeleça um monitoramento interno “robusto” dos modelos, mantenha uma equipe interna responsável por garantir que os controles estejam funcionando, trabalhe com auditores ou avaliadores externos e designe um comitê independente do conselho de administração para supervisionar a equipe interna.
“Com o tempo, pode fazer sentido transformar essas medidas em leis ou regulamentações”, começa o último parágrafo. Questionado por jornalistas do lado de fora da Casa Branca se as regras são obrigatórias, Trump afirmou que elas são “moralmente obrigatórias”.
Trump não realizou o evento apenas para promover o novo acordo. Separadamente, afirmou ter assinado um documento que supostamente “oficialmente” mudaria o nome de IA para “superinteligência”, em uma tentativa de promover uma reformulação do termo depois de pedir sugestões ao público nas redes sociais na semana passada.
Leia também: OpenAI é processada por ciberataque de IA contra a Hugging Face
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCEmbora as empresas de tecnologia provavelmente não abandonem tão cedo o uso da sigla IA, seus principais executivos demonstraram rapidamente, após o almoço de terça-feira, apoio à iniciativa mais ampla de Trump. A postura tem sido recorrente durante o segundo mandato do presidente, enquanto as empresas americanas, especialmente do setor de tecnologia, tentam evitar entrar na mira da Casa Branca.
O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, disse a jornalistas que o acordo foi elaborado para “dar ao povo americano e aos nossos clientes confiança de que a tecnologia funciona da maneira que pretendemos”.
“A ideia não é que isso seja a única coisa que faremos daqui para frente”, disse Zuckerberg. “É que este seja um começo e um acordo ao qual todo o setor possa aderir.”
Em comparação com executivos como Amodei e o CEO da OpenAI, Sam Altman, Zuckerberg tem se mostrado mais favorável à autorregulação, assim como o CEO da Nvidia, Jensen Huang. Dias depois do texto contundente publicado por Amodei no início deste mês, no qual pediu aos laboratórios de IA que “desacelerassem o avanço da fronteira”, Zuckerberg escreveu, em uma publicação no X, que “confiança e alinhamento estão rapidamente se tornando as capacidades mais importantes para diferenciar agentes e modelos”.
Amodei, que tem tido uma relação turbulenta com a Casa Branca, mas jantou com Trump no fim da semana passada, fez um comentário relativamente comedido ao grupo de jornalistas após a assinatura. “Se fizermos isso da maneira certa, se trabalharmos com o presidente e com todos aqui, podemos vencer com segurança”, afirmou.
Já o CEO da Alphabet, Sundar Pichai, descreveu o momento como “histórico e de grande importância”.
Mas, com o aumento das preocupações em torno de violações de segurança de grande repercussão e a opinião pública sobre as empresas de IA se tornando cada vez mais negativa às vésperas das eleições legislativas de novembro, as demandas por regulamentação tendem a ganhar força.
Segundo a pesquisa nacional da Verasight realizada em setembro, 63% dos entrevistados disseram que o desenvolvimento da IA deveria desacelerar, enquanto apenas 5% afirmaram que deveria acelerar.
O senador Mark Warner, democrata da Virgínia, afirmou na terça-feira que apresentou um projeto de lei para exigir “testes e avaliações rigorosos” das principais tecnologias de IA e reforçar medidas de segurança e de comunicação de incidentes “antes que os modelos mais poderosos sejam implementados”.
“As empresas que desenvolvem os sistemas de IA mais poderosos estão nos alertando que a tecnologia está avançando mais rápido do que nossas salvaguardas”, disse Warner em um comunicado. “A resposta do presidente? Mudar o nome e dizer às empresas que desenvolvem essas tecnologias para que se autorregulem. Mas mudar o nome pelo qual chamamos a inteligência artificial não faz nada para enfrentar os riscos muito reais associados a sistemas de IA cada vez mais poderosos.”
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
Maiores Audiências
1
Vorcaro teria apoiado plano para financiar advogado em disputa pela presidência da OAB
2
Anthropic lança modelo de IA Claude Sonnet 5.5, o segundo desde o apelo do CEO por desaceleração
3
Lobista amiga de Lulinha recebeu R$ 570 mil durante tramitação de aval da União a empréstimo de Goiânia
4
Caixa libera dinheiro esquecido do antigo PIS/Pasep; veja como sacar
5
Mensagens entre Huck e Vorcaro citam R$ 83 milhões em mídia para a Globo e contrato pessoal de R$ 26 milhões