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Robôs humanoides começam a substituir tarefas humanas nas fábricas de carros

Publicado 12/08/2026 • 23:00 | Atualizado há 49 minutos

KEY POINTS

  • A indústria automobilística começou a colocar robôs humanoides em tarefas que antes dependiam de trabalhadores.
  • As máquinas já movimentam peças, organizam componentes e transportam materiais em testes de grandes montadoras.
  • As montadoras afirmam que os robôs podem assumir tarefas repetitivas e permitir que funcionários ocupem funções mais especializadas.
Robôs humanoides começam a substituir tarefas humanas nas fábricas de carros

Foto: unsplash

Robôs humanoides começam a substituir tarefas humanas nas fábricas de carros

A indústria automobilística começou a colocar robôs humanoides em tarefas que antes dependiam de trabalhadores. As máquinas já movimentam peças, organizam componentes e transportam materiais em testes de grandes montadoras. Ainda assim, especialistas questionam se a tecnologia realmente aumentará a produtividade.

Na fábrica da BMW em Spartanburg, na Carolina do Sul, um robô da Figure AI retirou uma peça de uma caixa, colocou o componente em um carrinho e puxou o equipamento pelo chão.

Segundo o The New York Times, o desempenho, porém, ainda é inferior ao de uma pessoa. Ulrich Wieland, vice-presidente da BMW, reconheceu que os humanoides são mais lentos, embora a tecnologia avance rapidamente.

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Robôs humanoides entram na produção

As montadoras usam robôs industriais há décadas, principalmente em tarefas como soldagem e aplicação de adesivos. Os humanoides, por outro lado, foram projetados para circular pelas fábricas e executar atividades mais variadas.

Equipados com inteligência artificial, eles podem manipular objetos, receber comandos de voz e, em teoria, reagir a situações inesperadas. Por isso, as empresas testam os equipamentos para separar e organizar peças. A Mercedes-Benz, por exemplo, testa robôs da Apptronik para movimentar materiais.

A Hyundai também pretende utilizar humanoides da Boston Dynamics, empresa comprada pela montadora em 2021. Inicialmente, os robôs devem organizar componentes para que os trabalhadores façam a instalação nos veículos.

Automação preocupa trabalhadores

As montadoras afirmam que os robôs podem assumir tarefas repetitivas e permitir que funcionários ocupem funções mais especializadas. A Hyundai, por exemplo, criou um programa de aprendizagem para manutenção dessas máquinas.

Os sindicatos, entretanto, temem a substituição de empregos. Trabalhadores da Hyundai na Coreia do Sul entraram em greve no mês passado para exigir participação nas decisões sobre o uso de robôs. Nos Estados Unidos, Shawn Fain, presidente do United Auto Workers, classificou os humanoides e a inteligência artificial como uma ameaça aos trabalhadores.

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Robôs ainda geram dúvidas sobre produtividade

Além dos empregos, especialistas questionam o retorno econômico dos humanoides. Susan Helper, professora da Case Western Reserve University, afirma que automatizar uma tarefa reduz a necessidade de mão de obra, mas o impacto depende de como as empresas utilizam o tempo liberado.

Ben Armstrong, do MIT, também aponta que algumas funções podem ser automatizadas com soluções mais simples e baratas. Como as fábricas de carros já possuem alto nível de automação, os ganhos adicionais podem ser limitados.

A China ainda leva vantagem nesse mercado. O país possui uma cadeia de fornecedores de sensores, atuadores e equipamentos que reduz o custo de implantação dos robôs.

Tesla aposta no Optimus

A Tesla é uma das montadoras que mais investem em humanoides. O Optimus já apareceu em atividades e eventos da companhia, e a empresa pretende utilizá-lo nas fábricas. Neste ano, a Tesla interrompeu a produção dos Model S e Model X em uma fábrica da Califórnia para abrir espaço para a produção do robô.

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Musk, porém, reconhece que reproduzir a destreza e a sensibilidade das mãos humanas continua entre os principais desafios. A Ford também encontrou limitações na inteligência artificial. Depois de identificar erros em um sistema criado para melhorar a qualidade dos veículos e reduzir recalls, a empresa contratou 350 engenheiros experientes, incluindo profissionais aposentados.

Já a General Motors testa cobots, que possuem braços e mãos, mas não pernas. Para a empresa, rodas podem ser mais úteis dentro de uma fábrica. Assim, os robôs humanoides já começam a substituir trabalhadores em tarefas específicas. A substituição em larga escala, contudo, ainda depende de a tecnologia provar que consegue entregar produtividade suficiente para justificar seus custos.

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