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Startup começa a vender reservas para hotel na Lua com diárias acima de US$ 10 milhões
Publicado 16/01/2026 • 08:40 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 16/01/2026 • 08:40 | Atualizado há 8 meses
GRU Space
O hotel será inflável, instalado por um módulo de pouso pesado e projetado para operar por dez anos.
Uma startup americana começou a aceitar reservas para o que descreve como o primeiro hotel construído fora da Terra. A Galactic Resource Utilization Space (GRU) afirma que pretende inaugurar o empreendimento na Lua em 2032, desde que obtenha as autorizações regulatórias necessárias.
O projeto insere o turismo espacial em uma nova etapa: a transição de missões experimentais para operações comerciais de longo prazo, em um mercado ainda altamente especulativo, mas cada vez mais disputado por startups e grandes players do setor aeroespacial.
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Segundo informações divulgadas pela empresa, os interessados precisam pagar uma taxa de inscrição não reembolsável de US$ 1.000 para entrar no processo seletivo. Caso aprovados, devem realizar um depósito entre US$ 250 mil e US$ 1 milhão, valor que será abatido do custo final da estadia.
A GRU afirma que o preço total da experiência deverá ultrapassar US$ 10 milhões por hóspede, embora o valor definitivo ainda não tenha sido estabelecido. O depósito pode ser reembolsado integralmente após os primeiros 30 dias, caso o cliente desista.
Inicialmente, o hotel terá capacidade para apenas quatro hóspedes, reforçando o caráter exclusivo e experimental da operação.
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De acordo com a startup, a construção deve começar em 2029, com testes de sistemas na superfície lunar. O cronograma divulgado prevê:
O hotel será composto por módulos infláveis, transportados por um módulo de pouso pesado, com vida útil estimada em dez anos. A GRU afirma que utilizará um sistema patenteado para transformar o regolito lunar (solo da Lua) em estruturas duráveis, reduzindo a dependência de materiais enviados da Terra.
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Siga o Times | CNBCEntre as experiências prometidas estão caminhadas lunares, passeios em veículos e atividades recreativas em gravidade reduzida, como partidas simbólicas de golfe.
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A GRU foi fundada por Skyler Chan, um engenheiro de 21 anos, que afirma ter desenvolvido o projeto com apoio da aceleradora Y Combinator.
O fundador também diz que a empresa já recebeu investimentos de companhias ligadas ao setor aeroespacial e de defesa, incluindo a SpaceX, de Elon Musk, e a Anduril, informações que não tiveram valores ou condições detalhadas publicamente.
A equipe reúne profissionais com passagens por organizações como NASA, Tesla e NVIDIA, segundo a própria startup.
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Mais do que um projeto de hospedagem, a GRU posiciona o hotel lunar como um primeiro passo para uma presença humana permanente fora da Terra. A empresa aposta na utilização de recursos locais para reduzir custos logísticos e viabilizar expansões futuras.
No manifesto institucional, a startup afirma que a vida interplanetária é “inevitável” e que a Lua pode funcionar como laboratório econômico, tecnológico e cultural, abrindo caminho para projetos mais ambiciosos, como colônias em Marte.
O anúncio reforça uma tendência clara: a exploração espacial deixou de ser monopólio estatal e passou a atrair capital privado de alto risco e longo prazo. No entanto, especialistas destacam que projetos desse tipo enfrentam desafios relevantes – desde regulação internacional e segurança operacional até viabilidade econômica e aceitação do mercado.
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