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Tech Check: IA aumenta conversão no Spotify e acelera dublagem na Netflix, diz Luis Justo
Publicado 20/08/2026 • 22:28 | Atualizado há 58 minutos
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Publicado 20/08/2026 • 22:28 | Atualizado há 58 minutos
KEY POINTS
A inteligência artificial já começa a produzir efeitos concretos sobre receita, conversão de usuários e distribuição de conteúdo em empresas de entretenimento como Spotify e Netflix, afirmou Luis Justo, colunista do Tech Check, do Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.
Durante o programa, Justo analisou como as duas plataformas incorporaram IA a partes diferentes de seus negócios: o Spotify na personalização e interação com ouvintes e a Netflix na adaptação de produções para diferentes idiomas.
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No caso do Spotify, Justo destacou o AI DJ, ferramenta que combina o sistema de recomendação já utilizado pela plataforma com inteligência artificial generativa e recursos de voz.
Segundo ele, a tecnologia vai além de montar uma sequência personalizada de músicas: o usuário pode interagir por voz, mudar o contexto desejado e receber novas recomendações durante a experiência.
“Já não é só um rádio criado ali, personalizado para você, mas você interagindo com o rádio. Não tem clique nenhum. Basta a sua voz”, afirmou.
Justo disse que o Spotify utiliza diferentes tecnologias na ferramenta, incluindo sistemas de recomendação, geração de voz e recursos de inteligência artificial generativa.
O impacto também chegou aos resultados do negócio, segundo os dados apresentados pelo colunista.
“Eles falaram que conseguiram aumentar em mais de 17% a receita de anunciantes atrelada a essa tecnologia”, afirmou.
O dado que mais chamou atenção, segundo Justo, foi a conversão de usuários gratuitos.
“Eles conseguiram uma conversão de 50% das pessoas que não eram assinantes e passaram a ser assinantes após utilizar essa tecnologia”, disse.
Para o colunista, o caso mostra uma aplicação de IA que ultrapassa a melhoria da experiência do consumidor.
“De fato, ela não só trouxe personalização, mas foi negócio na veia para o Spotify”, afirmou.
Na Netflix, o uso analisado foi o de inteligência artificial aplicada à dublagem e à distribuição internacional de conteúdos.
Justo destacou um sistema desenvolvido internamente pela plataforma, chamado na apresentação de DeepSpeak, capaz de trabalhar voz, entonação e movimento labial para produzir versões adaptadas a diferentes idiomas.
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Siga o Times | CNBCSegundo ele, o processo permite que conteúdos originalmente locais cheguem mais rapidamente a outros mercados em versões dubladas.
“Hoje eles conseguem não só ver a leitura labial, o movimento labial, ter a voz exatamente do ator. Então conseguem alterar o movimento labial, a voz, a entonação”, afirmou.
Justo disse que a tecnologia reduziu de forma significativa o tempo necessário para esse tipo de produção.
“Eram em torno de seis meses para conseguir fazer, no processo manual, essa dublagem. E hoje eles conseguem, em menos de um mês, em duas, três semanas, ter um filme ou uma série inteira dublado usando essa tecnologia”, afirmou.
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Para a Netflix, a eficiência operacional é apenas uma parte da equação.
Justo afirmou que a capacidade de disponibilizar produções em mais idiomas amplia o alcance comercial de conteúdos produzidos originalmente para mercados específicos.
Ele citou Round 6, produção sul-coreana que alcançou audiência global, como exemplo do potencial de internacionalização de conteúdos.
“Esse alcance global faz com que, obviamente, se rentabilize muito mais qualquer produção que é feita localmente”, disse.
Segundo Justo, o mesmo raciocínio pode ser aplicado a produções brasileiras que passam a alcançar outros países com versões em idiomas locais.
A Netflix não divulga, segundo ele, o resultado financeiro individual associado a cada produção ou ao sistema de dublagem analisado.
Os casos de Spotify e Netflix mostram duas estratégias diferentes de incorporação de inteligência artificial ao negócio.
No Spotify, a tecnologia atua diretamente na relação com o usuário, aumentando personalização e criando novas oportunidades de conversão e publicidade.
Na Netflix, o principal efeito está na redução de tempo e custos de adaptação, com potencial para ampliar o mercado disponível para uma mesma produção.
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