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WhatsApp muda conversas de adolescentes com novos controles parentais; entenda
Publicado 30/09/2026 • 19:30 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 30/09/2026 • 19:30 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: unsplash
WhatsApp muda conversas de adolescentes com novos controles parentais; entenda
Pais e responsáveis terão novas ferramentas para acompanhar a experiência de adolescentes no WhatsApp sem acessar o conteúdo das conversas. A plataforma começa a liberar, nesta quarta-feira (30), recursos que permitem definir limites para grupos, canais, imagens temporárias e o uso da Meta IA.
A proposta mantém uma divisão entre acompanhamento e privacidade. Os adultos conseguem alterar determinadas configurações da conta, mas continuam sem acesso às mensagens particulares e às ligações dos adolescentes.
Leia também: WhatsApp ganha novas ferramentas de segurança para dificultar invasões de contas
A novidade, segundo o Estadão, chega ao Brasil durante a adaptação das plataformas ao ECA Digital. A legislação estabelece medidas de proteção para crianças e adolescentes no ambiente online. A fiscalização das exigências começa em 2027.
Entre as opções disponíveis está a definição de quem pode adicionar o adolescente a grupos. Os responsáveis também conseguem ajustar a visibilidade da foto de perfil da conta. Para fazer alterações, o adulto precisa aprovar a configuração com uma senha, o PIN. Dessa forma, o WhatsApp cria uma camada adicional de autorização para as mudanças feitas na conta do adolescente.
A plataforma também poderá enviar notificações sobre determinadas movimentações em grupos. Os responsáveis podem receber avisos quando o jovem entrar ou sair de um grupo ou quando houver um aumento significativo no número de participantes de uma comunidade da qual ele faça parte.
As imagens publicadas com duração de 24 horas terão controles específicos. Os responsáveis poderão determinar quem consegue visualizar o que o adolescente publica e quais contas podem ter conteúdos temporários exibidos para o jovem.
Os canais do WhatsApp também entram nas configurações. O recurso funciona como uma forma de acompanhar comunidades de conteúdo dentro do aplicativo e terá opções de controle para as contas de adolescentes.
Mesmo com essas mudanças, o WhatsApp mantém privadas as mensagens pessoais e as ligações. Portanto, os novos recursos não permitem que os responsáveis leiam as conversas ou acompanhem o conteúdo das chamadas.
A Meta IA, ferramenta de inteligência artificial generativa do WhatsApp, também terá configurações específicas para adolescentes. Para usuários com 13 anos ou mais, os responsáveis poderão escolher uma experiência mais permissiva ou uma alternativa mais rigorosa. Na configuração restritiva, o adolescente terá acesso a uma quantidade limitada de conteúdo.
Segundo o WhatsApp, os recursos surgiram a partir de pedidos de usuários que queriam participar mais da vida digital dos jovens sem precisar acompanhar cada atividade realizada no aplicativo. A empresa afirma ainda que pretende desenvolver os controles de forma gradual, levando em consideração as necessidades apresentadas pelas famílias.
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A criação dos novos recursos ocorre no mesmo período em que empresas de tecnologia ampliam mecanismos de proteção para menores de idade no Brasil. O ECA Digital prevê ferramentas que permitam aos responsáveis ajustar configurações de privacidade, acompanhar determinadas atividades e utilizar mecanismos de proteção durante o uso de serviços digitais.
Para Fabro Steibel, diretor-executivo do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio (ITS-Rio), os controles podem ajudar os responsáveis, mas a proteção dos adolescentes não depende apenas das famílias.
Na avaliação do especialista, plataformas, responsáveis e Estado dividem essa responsabilidade. As empresas precisam manter mecanismos adequados de moderação, enquanto os pais e responsáveis acompanham o uso e o poder público fiscaliza o cumprimento das regras.
Steibel também considera o ECA Digital um avanço na proteção de menores na internet. Segundo ele, a legislação atualiza a proteção criada pelo Marco Civil da Internet, que está em vigor desde 2014.
O movimento não ocorre apenas no WhatsApp. O Discord também passou a oferecer ferramentas para que pais ou responsáveis conectem suas contas às de adolescentes, desde que o jovem autorize.
Nesse caso, o adulto consegue consultar um resumo da atividade do adolescente na plataforma. A ferramenta mostra, por exemplo, os servidores dos quais ele participa e as pessoas com quem interage. Assim como no WhatsApp, o conteúdo das mensagens permanece privado.
Leia também: WhatsApp passa a permitir nomes de usuário no Brasil; função reduz dependência do número de telefone
A ampliação dos controles ocorre cerca de um mês depois de a Meta concordar em pagar US$ 16,68 bilhões (cerca de R$ 87 bilhões), para encerrar um processo relacionado a alegações de que seus aplicativos causaram dependência em adolescentes.
Com os novos recursos, o WhatsApp amplia o nível de acompanhamento disponível para famílias sem transformar o controle parental em acesso direto às conversas privadas.
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