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MPF volta a cobrar do Discord funções de proteção para crianças e adolescentes

Publicado 09/09/2026 • 13:30 | Atualizado há 2 meses

KEY POINTS

  • Autoridades brasileiras exigem mudanças e medidas de segurança para crianças e adolescentes.
  • Discord foi alvo de medidas após o falecimento de uma jovem de 13 anos.
  • Plataforma discordou das medidas e disse que mantém medidas de proteção para usuários menores de idade.
Discord

MPF volta a cobrar do Discord funções de proteção para crianças e adolescentes

O Discord voltou a ser pauta em uma cobrança do Ministério Público Federal (MPF) em meio às restrições que atingem a plataforma no Brasil. O órgão quer mudanças voltadas à segurança de crianças e adolescentes e defende que a empresa avance rapidamente na adoção de novos mecanismos.

A nova manifestação também mantém pressão sobre recursos já limitados no país, enquanto a Justiça acompanha o cumprimento das exigências. O caso envolvendo o Discord ganhou destaque após o falecimento de uma jovem de 13 anos.

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MPF cobra novas medidas

Entre os principais pedidos, o MPF quer que o Discord amplie a supervisão parental, adote mecanismos de verificação de idade e melhore os sistemas de denúncia e moderação.

O órgão também pede medidas para impedir que usuários banidos retornem à plataforma e que canais removidos voltem a aparecer. Além disso, a empresa deverá preservar dados ligados a denúncias e investigações criminais.

Discord deverá comprovar as mudanças

O MPF também quer que a plataforma apresente, em até 30 dias, um plano com as alterações que pretende implementar. A proposta deverá reunir medidas voltadas à proteção de menores e explicar como o Discord pretende reforçar a segurança dentro do serviço. 

A cobrança ganhou caráter de urgência por causa das medidas que já atingem a plataforma no Brasil. Na ocasião, o governo brasileiro proibiu a abertura de lives pela plataforma. O Discord busca reverter a proibição, que deve ser mantida pelas autoridades brasileiras.

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O que diz o Discord?

O Discord ainda não comentou oficialmente a nova manifestação do MPF. Em posicionamentos anteriores, a empresa classificou a suspensão das transmissões como “prematura” e afirmou que mantém diálogo com as autoridades.

A plataforma também diz que não tolera grupos ou pessoas que incentivem violência e afirma que fornece informações relevantes quando recebe pedidos relacionados a investigações.

Leia também: Conselho do MPF abre procedimento sobre conduta de Gonet no caso Master; procurador-geral terá 10 dias para se explicar

Pressão sobre a plataforma

A disputa agora gira em torno do cumprimento das exigências e do alcance das mudanças que a plataforma terá de apresentar. Enquanto isso, o MPF mantém a cobrança por mecanismos mais rígidos de segurança, especialmente para usuários menores de idade.

O Discord mantém uma grande base de usuários no Brasil e ganhou destaque também após o setor de games utilizar a plataforma para conversação, grupos e compartilhamentos de telas.

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