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EXCLUSIVO CNBC: AstraZeneca mantém meta de US$ 80 bi e aposta em novos medicamentos para sustentar crescimento
Publicado 27/07/2026 • 17:07 | Atualizado há 54 minutos
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Publicado 27/07/2026 • 17:07 | Atualizado há 54 minutos
KEY POINTS
A AstraZeneca segue confiante em atingir a meta de US$ 80 bilhões (R$ 409,6 bilhões) em receita anual, impulsionada pelo avanço de seu pipeline de medicamentos e pela aprovação de novos tratamentos. Em entrevista à CNBC, a diretora financeira da companhia, Priscila Plaza, afirmou que os resultados clínicos mais recentes reforçam a expectativa de crescimento da farmacêutica.
Segundo a executiva, a meta anunciada em 2024 sempre considerou os riscos inerentes ao desenvolvimento de novos medicamentos, mas o desempenho do pipeline tem sido superior ao esperado.
“Sempre deixamos claro que essa era uma meta ajustada ao risco. Algumas coisas no pipeline dão certo e outras não. Apenas neste ano, por exemplo, temos 20 potenciais resultados de fase três. Tivemos seis resultados positivos, incluindo três novas entidades moleculares. Quando olhamos para todos os estudos divulgados nos últimos dois anos, tivemos uma taxa de sucesso de 75%, enquanto a média da indústria gira em torno de 60%. Isso nos aproxima cada vez mais da meta de US$ 80 bilhões (R$ 409,6 bilhões) e continuamos 100% confiantes de que chegaremos lá”, afirmou.
Ela ressaltou que o processo de pesquisa envolve incertezas naturais. “É ciência. É por isso que fazemos experimentos. Às vezes eles não funcionam ou não confirmam a hipótese do estudo, mas isso faz parte.”
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Questionada sobre o desafio de elevar a receita anual da companhia dos atuais cerca de US$ 60 bilhões (R$ 307,2 bilhões) para US$ 80 bilhões (R$ 409,6 bilhões), Plaza afirmou que a AstraZeneca possui diversas frentes de crescimento.
“Definimos essa meta considerando 20 novas entidades moleculares. Já temos 11 aprovadas e no mercado, então faltam apenas nove. Além disso, existe a gestão do ciclo de vida dos medicamentos, com novas indicações para produtos já aprovados. O Enhertu é um excelente exemplo. Não temos muitas perdas relevantes de patentes até 2030 e acreditamos que conseguiremos compensar essas receitas com nossos novos produtos e novas indicações”, explicou.
A CFO também destacou alguns dos projetos considerados mais promissores pela companhia. Segundo ela, a asfotase alfa, voltada ao tratamento de doenças raras, pode se transformar em um medicamento com vendas anuais entre US$ 3 bilhões (R$ 15,36 bilhões) e US$ 5 bilhões (R$ 25,6 bilhões).
Outro destaque é o Tozorakumab, destinado ao tratamento da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). “Esse pode ser um produto de US$ 5 bilhões (R$ 25,6 bilhões) ou mais. Acho que as pessoas ficarão realmente surpresas quando divulgarmos todos os dados”, disse.
Ela acrescentou que a empresa ainda possui cerca de 20 estudos de fase três previstos para os próximos 18 meses. “Se mantivermos essa mesma taxa de sucesso, ficaremos muito felizes. Temos uma combinação bastante diversificada entre novas indicações e novas entidades moleculares.”
Priscila Plaza também comentou o desempenho do Wainua, medicamento estudado para cardiomiopatia causada por amiloidose.
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Siga o Times | CNBCSegundo ela, o resultado abaixo do esperado não decorreu de falhas no desenho do estudo clínico, mas da própria evolução do conhecimento científico.
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“O medicamento atua reduzindo a produção da proteína mal dobrada responsável pela doença. A expectativa era que ele gerasse um benefício adicional quando combinado aos estabilizadores já existentes. No fim, esse benefício adicional simplesmente não apareceu. Não considero que tenha sido um problema de desenho do estudo. É assim que a ciência evolui. Nem sempre adicionar um medicamento resulta em um benefício clínico adicional”, explicou.
Ao comentar o ambiente de negócios diante das mudanças promovidas pelo governo de Donald Trump, Plaza afirmou que a empresa continua priorizando investimentos onde encontra maior capacidade científica.
“Os Estados Unidos continuam sendo nosso maior mercado. Temos centros de pesquisa nos Estados Unidos, Europa e China. Somos guiados por onde está a melhor ciência. Hoje, por exemplo, vemos um avanço muito rápido da ciência na China. Também estamos ampliando parcerias com universidades na área de inteligência artificial para utilizar dados de pacientes desidentificados e encontrar novos alvos terapêuticos para doenças ainda sem tratamento. Esse sempre será nosso foco.”
A executiva também anunciou um novo avanço da AstraZeneca na área de obesidade.
“Temos o prazer de anunciar que acabamos de iniciar o primeiro recrutamento do nosso programa para perda de peso. Estamos desenvolvendo um GLP-1 oral, uma pequena molécula administrada por via oral. Havíamos anunciado o início de três estudos de fase três e dois deles já começaram.”
Os estudos envolvem pacientes com e sem diabetes e avaliam o uso do medicamento para controle de peso.
Apesar da queda das ações da AstraZeneca neste ano, Priscila Plaza afirmou que a estratégia financeira da empresa permanece inalterada.
“Nós não realizamos recompras de ações. Nossa estratégia de alocação de capital é focada em dividendos e no reinvestimento no negócio. Apenas neste ano realizamos cerca de US$ 3,6 bilhões (R$ 18,43 bilhões) em operações de desenvolvimento de negócios, além de diversos acordos de licenciamento. Sim, acreditamos que as ações estão subavaliadas. Anunciamos hoje mais um estudo positivo de fase três e esperamos divulgar muitos outros resultados positivos ao longo dos próximos 18 meses”, concluiu.
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