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Setor aéreo vive pior crise desde a pandemia; ‘sem combustível, não há como voar’, diz CEO da United
Publicado 21/03/2026 • 21:43 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 21/03/2026 • 21:43 | Atualizado há 1 hora
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Pixabay
Avião
Diante da Guerra do Irã, o setor aéreo apresenta o pior cenário econômico desde a pandemia de Covid-19, devido a paralisação de voos, que reduziram em mais de US$ 50 bilhões (R$ 265,62 bilhões) o valor de mercado das maiores companhias aéreas mundo afora, além da escassez de combustível, que também preocupa as empresas. A United já se prepara para um cenário em que os preços do petróleo sigam elevados até 2027.
Em carta enviada aos funcionários na sexta-feira (20) o CEO Scott Kirby afirmou que o preço do combustível de aviação mais do que dobrou nas últimas três semanas, o que pode representar um acréscimo de US$ 11 bilhões nos custos anuais caso esse patamar se mantenha.
Além da disparada no valor do petróleo, o fluxo aéreo para importantes hubs do Oriente Médio foi afetado, obrigando as aeronaves a adotarem rotas alternativas, mais longas e com maior consumo de combustível.
Com o conflito completando 21 dias, executivos das empresas já estão em estado de alerta para supostos efeitos de um aumento prolongado dos preços de petróleo, interrupções nos aeroportos próximos ao golfo Pérsico e um possível impacto na demanda global.
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Passageiros em voos mais distantes da região do Golfo Pérsico devem sentir um aumento significativo no preço das passagens nos próximos meses, à medida que as companhias aéreas buscam preservar suas margens de lucro. O combustível de aviação, responsável por cerca de um terço dos custos do setor, teve seu preço duplicado desde os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã e segue em trajetória de alta.
Apesar de várias empresas aéreas contarem com mecanismos de proteção contra variações no preço do petróleo, executivos do setor já sinalizaram que a disparada recente no custo do combustível deverá levar ao reajuste das tarifas.
No ano passado, a United desembolsou US$ 11, 4 bilhões com combustível, e, diante dos valores atuais, esse total pode ultrapassar US$ 20 bilhões em 2025. A empresa registrou lucro líquido ajustado de US$ 3,5 bilhões no período, enquanto, segundo Kirby, o melhor resultado de sua história chegou a US$ 5 bilhões.
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