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Vale produz 336 milhões de toneladas e retoma liderança global no minério de ferro
Publicado 27/01/2026 • 20:28 | Atualizado há 1 mês
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Publicado 27/01/2026 • 20:28 | Atualizado há 1 mês
KEY POINTS
REUTERS/Washington Alves/Foto de arquivo
Vale
A Vale encerrou 2025 com produção de minério de ferro de 336 milhões de toneladas, crescimento de 2,6% em relação a 2024. Com esse volume, a mineradora superou, pela primeira vez desde 2018, a produção da Rio Tinto na região de Pilbara, na Austrália, que totalizou 327,3 milhões de toneladas.
O resultado marca um avanço no plano da companhia de retomar a liderança entre as maiores produtoras globais de minério de ferro. Em 2018, a Vale havia produzido 384,6 milhões de toneladas, contra 338,2 milhões de toneladas da Rio Tinto em Pilbara.
Ao longo de 2025, a Vale comercializou 314,3 milhões de toneladas de minério, alta de 2,5% na comparação anual. As vendas de finos de minério somaram 273 milhões de toneladas, crescimento de 4,9%, enquanto as vendas de pelotas recuaram 14,4%, para 32,8 milhões de toneladas.
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No quarto trimestre de 2025, a produção de minério de ferro alcançou 90,4 milhões de toneladas, avanço de 6% ante o mesmo período de 2024, embora tenha registrado queda de 4,2% em relação ao trimestre anterior. As vendas totalizaram 84,8 milhões de toneladas, alta de 4,5% na base anual e recuo de 1,3% no comparativo trimestral. As vendas de finos atingiram 73,5 milhões de toneladas, crescimento de 5,2% em relação ao quarto trimestre do ano anterior.
Do lado dos preços, o valor médio realizado dos finos de minério de ferro foi de US$ 95,4 por tonelada no quarto trimestre, alta de 2,6% na comparação anual e avanço de 1,1% frente ao trimestre anterior, refletindo preços mais elevados da commodity no mercado internacional.
Já o preço realizado das pelotas ficou em US$ 131,4 por tonelada, queda de 8,1% na base anual e leve alta de 0,5% na comparação sequencial. O prêmio all-in recuou para US$ 0,9 por tonelada, US$ 1,2 abaixo do trimestre anterior e US$ 3,7 inferior ao mesmo período de 2024, pressionado por prêmios de mercado mais baixos e menor participação de produtos com baixo teor de alumina.
No trimestre, as vendas de pelotas somaram 9,056 milhões de toneladas, recuo de 10% em relação ao quarto trimestre de 2024, apesar de alta de 3,3% frente ao trimestre anterior. A produção de pelotas foi de 8,3 milhões de toneladas, queda anual de 9,2% e crescimento trimestral de 4,1%.
A Vale já havia reduzido seu guidance de produção de pelotas para 2025, da faixa de 38 milhões a 42 milhões de toneladas para um intervalo entre 31 milhões e 35 milhões de toneladas, citando excesso de oferta global, enfraquecimento da demanda e a paralisação da planta de pelotização de São Luís para manutenção preventiva no terceiro trimestre.
Em níquel, a companhia registrou produção de 46,2 mil toneladas no quarto trimestre, avanço de 1,5% em relação ao mesmo período de 2024, com leve queda de 1,3% frente ao trimestre anterior. As vendas somaram 49,6 mil toneladas, alta de 5,3% na comparação anual e de 15,6% na base trimestral.
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O preço médio realizado do níquel foi de US$ 15.015 por tonelada, queda de 7,1% na comparação anual e de 2,8% frente ao trimestre anterior. Segundo a empresa, as vendas superaram a produção em 3,4 mil toneladas no período, revertendo o acúmulo de estoques observado no trimestre anterior, em resposta a uma demanda mais forte.
Diante das condições de mercado, a mineradora afirmou que segue ajustando seu portfólio de produtos para priorizar itens de teor médio e maximizar margens. “Diante das atuais condições de mercado e da flexibilidade de seu portfólio de produtos, a Vale continua priorizando a oferta de produtos de teor médio, como o novo Mid-grade Carajás, produtos blendados (BRBF) e produtos concentrados na China (PFC) com o objetivo de maximizar margem e a geração de valor”, informou a companhia.
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