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Varejo brasileiro chega a 986 empresas em recuperação judicial, alta de 20,4% em um ano
Publicado 19/08/2026 • 09:15 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 19/08/2026 • 09:15 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Agência Brasil
O varejo brasileiro encerrou o primeiro semestre de 2026 com 986 empresas em recuperação judicial, alta de 20,4% em relação a 12 meses antes. Os dados são do Monitor RGF-BIZDOC, levantamento que acompanha recuperações judiciais e falências de empresas no país.
No primeiro semestre deste ano, o número de varejistas em recuperação aumentou 6,6%. Ainda assim, a incidência no setor é de 0,16 empresa em recuperação judicial por mil empresas ativas, a menor entre os grandes setores da economia e aproximadamente metade da média nacional, de 0,30 por mil.
O varejo responde por 12,4% das empresas em recuperação judicial no país. Os números ajudam a dimensionar o cenário após novos pedidos envolvendo grandes redes do setor.
Leia também: Até quando a crise no varejo deve atingir mais empresas do Brasil?
O Monitor RGF-BIZDOC contabiliza ainda 686 empresas do varejo em situação de falência, ante 986 em recuperação judicial.
Em alguns segmentos, o número de falências já supera o de recuperações. É o caso do comércio de material de construção, óptica, móveis e calçados.
As empresas de médio porte representam 50,6% dos varejistas em recuperação judicial. Micro e pequenas empresas respondem por outros 44,3% dos casos, enquanto grandes e muito grandes somam 5,1%.
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Siga o Times | CNBCEntre as atividades do varejo, postos de combustíveis concentram o maior número de empresas em recuperação judicial, com 182 casos.
Na sequência aparecem hipermercados e supermercados, com 101 empresas, comércio de peças e acessórios para veículos, com 92, vestuário, com 89, material de construção, com 70, e automóveis e comerciais leves, com 52.
Os números mostram que o aumento das recuperações judiciais não ocorre de maneira uniforme entre os diferentes segmentos e portes do varejo.
O aumento registrado pelo levantamento ocorre em um ano marcado por pedidos de recuperação judicial de grandes redes varejistas.
Em agosto, o Grupo Casas Bahia pediu recuperação judicial com R$ 17,3 bilhões em dívidas. A companhia já havia recorrido, em 2024, a uma recuperação extrajudicial para reestruturar parte de seu endividamento.
Também em agosto, a Marabraz entrou com pedido de recuperação judicial para reorganizar um passivo de R$ 140,188 milhões. O processo reúne cinco empresas ligadas à operação da rede.
Outro caso recente é o do Grupo Toky, controlador da Tok&Stok e da Mobly. O grupo entrou em recuperação judicial em maio, e a Justiça posteriormente aceitou o processamento do pedido, que envolve cerca de R$ 1,1 bilhão em dívidas.
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